Impresa dispensa 18 trabalhadores do Expresso, Exame e Visão (act.)

A Impresa Publishing vai dispensar 18 colaboradores do semanário Expresso e das revistas Exame e Visão. A informação, citada por vários meios de comunicação social, foi avançada por fonte oficial da empresa à agência Lusa.

A mesma fonte do grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão afirmou que algumas das saídas incluem “pedidos de rescisões voluntárias” por parte dos trabalhadores.

A “contínua retracção do mercado publicitário”, que obriga a “ajustes”, foi a justificação apresentada pela Impresa para a decisão tomada.

Em comunicado enviado esta tarde a Impresa informa que João Vieira Pereira é o novo director da Exame, cargo que até aqui era ocupado por Isabel Canha co-adjuvada por Filipe Fernandes. João Vieira Pereira acumula esse cargo com as suas actuais funções de director-adjunto do Expresso. No mesmo comunicado a Impresa recorda que “desde 2010 que a secção de economia do Expresso e a redacção da Exame funcionam com uma estrutura comum. Com esta alteração é esperado que essas sinergias sejam potenciadas e consolidadas”.

Um ano “negro”

Recorde-se que, este ano, foram já vários os títulos que fecharam portas ou procederam ao despedimento de profissionais da comunicação social.

O grupo Impresa havia já anunciado, em Outubro, um plano de rescisões amigáveis com 50 colaboradores, entre eles nove jornalistas, na sequência do encerramento de cinco revistas das áreas de decoração e automóvel, lembra o Público.

Na mesma altura o grupo Cofina, que responde por títulos como Correio da Manhã e Jornal de Negócios, encerrou a revista Automotor, afectando 11 trabalhadores, entre os quais cinco jornalistas.

Também em Outubro o Público despediu 48 trabalhadores.

Em Setembro vários órgãos de comunicação deram conta do despedimento de 12 profissionais do Sol, cinco dos quais pertencentes aos quadros da empresa e sete contratados a prazo. Em Janeiro a publicação havia já rescindido com 20 trabalhadores.

Em Julho o Sindicato de Jornalistas anunciou que a Impala, que detém revistas como a Nova Gente, tinha em curso um processo de despedimento colectivo, que afectava 24 trabalhadores. Destes contavam-se nove jornalistas. Já em Janeiro foi desencadeado um processo semelhante, que teve por alvo 30 trabalhadores, entre eles 20 jornalistas.

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