Zuckerberg não venderá acções do Facebook nos próximos 12 meses

O co-fundador e conselheiro delegado do Facebook, Mark Zuckerberg, não venderá acções da empresa nos próximos 12 meses. O anúncio coincide com a queda consecutiva das acções da rede social. A decisão foi revelada ontem pela companhia, num documento apresentado à entidade reguladora da bolsa dos EUA (SEC).

Zuckerberg “não tem intenção de levar a cabo nenhuma transacção com as nossas acções por, pelo menos, doze meses”, indica o documento, citado pelo Expansión.

No fecho da sessão de ontem da bolsa nova-iorquina, no índice tecnológico Nasdaq, as acções do Facebook estavam a cair 1,82%, para os 17,73 dólares (cerca de 14 euros). O valor de encerramento mais baixo desde a sua controversa entrada em bolsa, por 38 dólares/acção (pouco mais de 30 euros por acção), em Maio passado.

A decisão de Zuckerberg tem por objectivo reduzir a quantidade de acções disponíveis no mercado, e surge no seguimento do anúncio feito pelos directores da rede social Marc Andreessen e Donald Graham de que seriam apenas vendidas as acções necessárias para pagar os impostos.

No mês passado, Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook, e Dustin Moskovits, co-fundador da rede social, venderam parte das suas participações na empresa. Thiel vendeu 20,1 milhões de acções e Moskovitz 450 mil.

A rede social tem ainda planos para recomprar 101 milhões de títulos, cerca de 4% das acções disponíveis, que poderiam ser colocados no mercado à medida que fossem expirando os prazos de restrição de venda aplicados aos seus actuais funcionários.

De acordo com os actuais preços de mercado, o Facebook gastaria cerca de 1900 milhões de dólares (1509 milhões de euros ) para manter as acções fora do mercado.

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