Heineken arrefece previsões para 2013

cerveja heinekenA holandesa Heineken, terceira maior cervejeira do mundo, anunciou um resultado líquido de 227 milhões de euros no primeiro semestre do ano fiscal 2012/13 (que terminou em Março), que compara com os 166 milhões encaixados no período homólogo do ano anterior. Contudo, uma quebra de 4,7% do volume consolidado de vendas levou a companhia a rever em baixa as suas previsões para o final de 2013.

Excluindo efeitos como flutuações cambiais e aquisições, a quebra média do volume de vendas foi de 2,7%. As receitas da empresa recuaram em todas as regiões – incluindo uma quebra de 8,7% na Europa Ocidental -, excepto na Ásia. Em nota de imprensa, a Heineken justifica os resultados com “as condições de um mercado global volátil, condições meteorológicas desfavoráveis e problemas de stock em França e nos EUA”.

Os novos dados obrigam a companhia holandesa, que já tinha anunciado que o crescimento este ano não deveria ficar abaixo do crescimento registado em 2012, a recuar nas suas previsões. “As difíceis condições comerciais nos mercados afectados pela austeridade na Europa e a inflacção na Nigéria deverão continuar a afectar o desenvolvimento do volume [de vendas] durante o resto do ano, o que leva a uma moderação das expectativas de crescimento orgânico para o ano”, refere a empresa. “Ainda assim, a Heineken continua a antecipar um crescimento do volume orgânico [de vendas] e das receitas para o final de 2013, com o elevado crescimento em algumas regiões a compensar a debilidade do volume em alguns países desevolvidos”, ressalva, sem adiantar números.

Desta forma, a empresa faz notar que pretende continuar a apostar nos países emergentes – que já representam cerca de 60% do lucro operacional – para compensar a quebra do consumo em alguns mercados maduros. Como recorda a agência Reuters, a Heineken adquiriu a congénere mexicana Femsa em 2010 e no ano passado assumiu o controlo da Asia Pacific Breweries (APB).

Após o anúncio dos resultados, as acções da Heineken chegaram a cair para um mínimo de 20 meses na bolsa de Amersterdão.

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