Este gastropub quer reavivar os jantares tardios

Da mesa para a bocaGood Living
Maria João Vieira Pinto
25/09/2020
18:08
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Maria João Vieira Pinto
25/09/2020
18:08
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Diz que é um gastropub, um espaço de partilha e onde ostras ou ceviches se podem casar com cocktails de autor. O Vila Bica abriu em Julho junto ao elevador que lhe dá nome, na Rua dos Cordoeiros, em Lisboa, e apesar de a pandemia ter abanado o projecto não o contagiou de morte. Antes pelo contrário. Se o bairro e o elevador são lindos, o Vila Bica não destoa um milímetro no cenário!

João Colaço é na Arquitectura que tem a sua base, mas é à restauração que empresta a alma. Já tinha aberto A Tabacaria, não muito longe dali, na Rua de São Paulo, só que sempre sonhou em ter espaço que fosse extensão mas também complemento do anterior. Sonhou e fez. Claro que o Covid lhe trocou algumas voltas, como a limitação de ter apenas 50% da capacidade de clientes e um horário mais reduzido, mas João Colaço manteve-se fiel ao projecto até ao fim!

A ideia, por ali, é que os pratos sejam de partilha, que o ambiente se vá construindo a partir do fim do dia e se vá estendendo pela noite. Por isso, e para além das ostras de Setúbal, que se apresentam impecavelmente frescas e suculentas, João Colaço pediu ao chef que criasse alguns pratos entre frios, quentes, tapa-bucho e sobremesas. Para os mais “frescos” pensou em ceviches de robalo e salmão ou o tártaro de lombo. Já nos quentes, ou de maior aconchego, tem os ovos rasgados com azeite de trufa ou vazia maturada e, para os menos dados a carnes e peixes, os baos veggie.

O preguinho de lombo de novilho é o rei da secção “Tapa-bucho” e pode ser acompanhado por batatas fritas com maionese de trufa que são incríveis de tão finas e bem fritas que são. Para fechar a refeição, uma sobremesa, servida em chocolate 85%, caramelo salgado e flor de sal.

Todos os pratos têm “marido” à espera, que o mesmo é dizer cocktails de autor desenhados para os acompanhar e enaltecer. A carta final ainda não está totalmente composta, mas a intenção é que a maioria seja original e customizável. Não gosta de rum, não há problema que se pode trocar; prefere cítrico, basta pedir; quer sem álcool, também se arranja. E se não lhe apetece nada disso, mas apenas e só um copo de vinho ou de champanhe, claro que lhe será servido.

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A filosofia é mesmo essa. Que quem chegue se sente – ou não – e se deixe estar, bem!

Uma coisa é garantida, ainda, não há que apontar ao aspecto dos pratos e das bebidas e, muito menos, ao serviço.

Para além dos lugares no interior, o espaço conta com 12 lugares na esplanada… enquanto as noites estão boas!

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Texto de M.ª João Vieira Pinto




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