A Omnicom deverá terminar 2026 com cerca de 105 mil trabalhadores, menos aproximadamente 15 mil do que no final de 2025. A redução surge no âmbito da integração do Interpublic Group (IPG) e do processo de reestruturação do grupo publicitário.
A previsão foi avançada por Phil Angelastro, CFO da Omnicom, durante a Goldman Sachs Communacopia + Technology Conference, realizada a 10 de setembro. A diminuição da força de trabalho não corresponde, contudo, a uma única vaga de despedimentos. Segundo Angelastro, a evolução resulta sobretudo das sinergias da fusão, nomeadamente da eliminação de custos corporativos duplicados, mas também de outsourcing, offshoring e da venda de negócios considerados não estratégicos.
A dimensão da transformação torna-se mais evidente quando comparada com o período anterior à integração do IPG. No final de 2024, Omnicom e IPG empregavam, em conjunto, cerca de 128.200 pessoas. Depois da conclusão da aquisição do IPG, em novembro de 2025, o grupo terminou esse ano com aproximadamente 120 mil trabalhadores. Caso a previsão para 2026 se concretize, a força de trabalho ficará cerca de 23.200 pessoas abaixo do número combinado registado pelas duas empresas no final de 2024. A Omnicom espera concluir até ao final deste ano a maioria das alienações de negócios não estratégicos, contribuindo também para a redução do número total de trabalhadores.
A redução de trabalhadores ocorre apesar de a Omnicom apresentar indicadores positivos de negócio. No segundo trimestre de 2026, o grupo registou 6 mil milhões de dólares de receita nas operações core, com um crescimento orgânico de 6,1%, e um EBITA ajustado de 1,1 mil milhões de dólares. A empresa tem vindo a posicionar a integração, a escala e a tecnologia como elementos centrais da sua estratégia, com particular aposta em transformação de marketing através de IA, comércio conectado, social e creators e novos modelos de descoberta através de inteligência artificial.
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