Há troféus que representam uma vitória. E há troféus que, pela forma como são concebidos, acabam também por representar uma marca. É o caso das taças do US Open, desenhadas e produzidas pela Tiffany & Co., numa parceria que já dura há quatro décadas.
A casa de joalharia nova-iorquina volta a ser responsável pelos troféus entregues aos vencedores das competições de singulares e pares, masculinos e femininos. Mais do que um prémio, cada peça funciona como uma montra do saber-fazer artesanal da Tiffany e da ligação histórica da marca à cidade de Nova Iorque.
Os troféus de singulares têm 45,7 centímetros de altura e quatro quilos de peso e são produzidos nos ateliers da Tiffany & Co. em Cumberland, Rhode Island. O processo recorre a técnicas tradicionais de ourivesaria, incluindo fiação, prataria, repuxado, gravação manual e polimento.
Apesar de a produção exigir cerca de seis meses, o trabalho efetivo associado à construção de cada troféu ronda as 66 horas. O resultado são duas peças praticamente idênticas, mas produzidas artesanalmente e destinadas aos campeões dos torneios masculino e feminino.
Já os troféus de pares assumem a forma de taças de prata de lei com 33 centímetros de diâmetro e dois quilos de peso. A sua produção é igualmente manual e requer cerca de 13 horas de trabalho.
A presença da Tiffany no US Open não se limita, contudo, aos troféus. Este ano, a marca levou ainda para o torneio uma criação especialmente ligada ao universo do ténis: a HardWear Racquet, uma escultura inspirada numa raquete e construída com os característicos elos largos da colecção HardWear, em ouro amarelo de 18 quilates e diamantes em pavé.
A peça foi apresentada juntamente com uma bola de ténis em vermeil de ouro de 24 quilates, decorada com 100 diamantes redondos, num total de quase sete quilates.












