Descobrimos a grande arma da Lexus

Chama-se UX 250h e marca a entrada da Lexus no segmento dos crossovers compactos. Desde a qualidade dos materiais aos baixos consumos, o novo modelo promete concorrer com os pesos pesados do segmento.

Por M.ª João Vieira Pinto

É o primeiro crossover compacto da Lexus, mas nem por isso se apresenta como simples teste ao mercado. O UX – a única versão disponível para o mercado português é a 250h – chegou e vai ficar. Porque não só tem todos os luxos, confortos e qualidade a que a marca nos habituou, como concorre bem com os do segmento. Sem vergonha, mas com orgulho. E pode, verdadeiramente, ser a uma das maiores alavancas para reforçar as vendas da marca na Europa, onde já declarou ter como objectivo chegar às 100 mil unidades vendidas em 2020.

Híbrido, como é apanágio da Lexus, o UX conduziu-me de Lisboa a Amarante, onde a Marketeer foi acompanhar o Festival Mimo. Teste inicial: sou baixa e percebo que não tenho qualquer dificuldade em entrar e sentar-me. Sim, o modelo não é tão elevado como alguns concorrentes e deixa mesmo a pensar se não será um familiar convencional. Com design arrojado, os traços são dinâmicos e podem não colher aplausos de todas as pessoas. Mas que marcam, marcam.

Já no interior, percebe-se que a Lexus não brinca em serviço com materiais. Nota-se o detalhe nos acabamentos e o posicionamento premium. A adaptação em si é fácil e um minuto mais tarde estamos na A1 em direcção ao Norte.

Ainda na cidade, o UX é económico e facilmente conseguimos manter-nos com o motor eléctrico, que é coadjuvado por uma nova bateria. Mas em auto-estrada – e no nosso trajecto em particular – consome de forma alinhada com os seus pares. Porque o motor pede – e nos faz por vezes esquecer –, o depósito é quase parco para a distância. Mas também pequeno…

lexus ux 2

De resto, toda a experiência de condução envolve. O carro desliza, a insonorização é perfeita, o sistema de som acompanha o nível e diria que apenas a conectividade está uns pontos abaixo do resto. Também o que não mereceu aplauso consensual foi o trackpad utilizado para operar o sistema, que obriga a alguma habituação.

Já o porta-bagagens não é dos maiores, mas o facto de ser “dividido”, como que em prateleiras ou caixas, facilita arrumações e permite esconder o que se transporta de olhares alheios. No que nos disse respeito, permitiu aconchegar tudo sem qualquer dificuldade e trazer produtos mais “sensíveis” na caixa do meio.

Ainda na parte traseira do UX, a marca chama a atenção para os elementos esculpidos em redor da tampa da mala. Diz que é para criar maior estabilidade em curva e ventos cruzados, reduzindo a turbulência. De facto, turbulência é coisa que não se sente a não ser que, em algumas curvas, e mediante alguma velocidade, adorne um pouco.

Sim, o segmento em que este UX passa a concorrer é dos que maiores índices de crescimento está a registar, ao nível de vendas. Todas as marcas do sector estão focadas na apresentação de modelos e conquista – ou manutenção – de clientes. Por isso, a Lexus sabia que não podia falha ou deixar de surpreender. E sabe que tem aqui não só um grande, carro como um modelo competitivo a vários níveis, a começar pelo preço.

Apenas disponível com o novo sistema híbrido de 184 CV, o UX 250h tem preços de partida nos 42.500 euros para a versão FWD. Uma grande arma de ataque!

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