Lucros da Galp caem 9,3% no primeiro semestre

galp_2A Galp Energia obteve um resultado líquido consolidado de 162 milhões de euros no primeiro semestre, o que representa uma quebra de 9,3% em relação aos 178 milhões de euros acumulados no período homólogo do ano passado, “por força do aumento de amortizações, depreciações e provisões, bem como da diminuição dos resultados financeiros”, explica a empresa em comunicado.

Entre Janeiro e Junho, as vendas da petrolífera recuaram 2,7%, em termos homólogos, para 9 mil milhões de euros, uma quebra que foi compensada pela diminuição de 3,6% das despesas operacionais, para 8,56 mil milhões de euros. Desta forma, o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) melhorou 13,9%, para 557 milhões de euros.

Já o resultado operacional aumentou 7,8%, em relação ao mesmo período do ano transacto, para 299 milhões de euros.

Nos primeiros seis meses do ano, a Galp Energia registou um aumento de 12% da produção “net entitlement” (a que se reflecte directamente nos resultados da petrolífera), embora a produção total tenha diminuído 3%, “devido à quebra da produção em Angola [-2,2%], nomeadamente nos campos Kuito e BBLT do bloco 14, que já se encontram numa fase de maturidade avançada”, explica a empresa. Já no Brasil, a produção “net entitlement” progrediu 24,9%.

A margem de refinação da Galp Energia subiu 59,6%, para 2,7 dólares por barril. Este indicador “beneficiou, no primeiro semestre, da entrada em funcionamento da unidade de hydrocracker [processo de transformação de hidrocarbonetos de petróleo em gasolina] da refinaria de Sines, que ocorreu em Janeiro e que no final do primeiro trimestre já produzia de forma estável”, adianta a petrolífera. No total, foram processados 44 milhões de barris de crude, mais 5% em termos homólogos, tendo a taxa de utilização de refinarias atingido 73%.

O volume de vendas a clientes directos diminuiu 5%, para 4,8 milhões de toneladas, o que se deveu “ao impacto do contexto económico adverso na Península Ibérica que tem afectado o consumo de produtos petrolíferos”. As vendas de produtos petrolíferos a clientes directos em África representaram 8% do total, enquanto as exportações para fora da Península Ibérica aumentaram 27% para 2,1 milhões de toneladas, com o gasóleo, o fuelóleo e a gasolina a representarem 19%, 29% e 30% do total, respectivamente.

No período em análise, o investimento da Galp Energia totalizou 474 milhões de euros, dos quais cerca de 70% foram canalizados para o segmento de negócio de Exploração & Produção.

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