O retalho de luxo europeu manteve em 2025 um ritmo elevado de crescimento, impulsionado por novas aberturas e maior diversidade de marcas, num contexto de oferta cada vez mais limitada nas principais ruas comerciais.
De acordo com o relatório “European Luxury Retail” da Cushman & Wakefield, foram inauguradas 96 novas lojas de luxo em 20 ruas de referência, distribuídas por 16 cidades em 12 países, um aumento de 13% face a 2024.
Os grupos LVMH, Kering e Richemont foram responsáveis por quase um terço das inaugurações, enquanto 70% das novas lojas pertencem a 57 outras marcas, demonstrando a crescente diversidade e competitividade do setor. O relatório sublinha a importância das lojas físicas, com localização estratégica e experiências imersivas, para a afirmação das marcas de luxo.
O mercado europeu enfrenta uma escassez acentuada de oferta, com várias ruas de luxo a registarem taxas de desocupação próximas de zero. Esta limitação tem impulsionado soluções criativas, como a ocupação de pisos superiores, e contribuído para o aumento das rendas prime, que em 2025 se encontravam 7% acima dos níveis de 2018, atingindo máximos históricos em vários mercados.
Em Lisboa, a Avenida da Liberdade acompanha a tendência europeia, registando três novas aberturas em 2025 num contexto de disponibilidade praticamente nula. A pressão sobre a oferta deverá manter-se, consolidando a avenida como o principal destino de luxo em Portugal e mantendo a valorização das rendas comerciais.
O relatório confirma que o setor do retalho de luxo europeu permanece estruturalmente sólido, sustentado por procura diversificada, baixa disponibilidade e valorização crescente da experiência do consumidor. As principais artérias de luxo, incluindo Lisboa, deverão continuar a desempenhar um papel central no mercado nos próximos anos.












