Conheça a história e origem dos calendários do advento

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20/12/2025
18:03
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Conheça a história e origem dos calendários do advento

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Populares na maioria das casas, os calendários do Advento têm uma história rica e surpreendente do que as pequenas surpresas que escondem atrás de cada janela. O que muitos veem como um produto comercial típico do Natal tem raízes profundas na tradição cristã e numa prática de contagem do tempo repleta de significado litúrgico.

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A palavra Advento vem do latim adventus, que significa “vinda” ou “chegada”, e refere-se originalmente ao período de preparação espiritual para a celebração do nascimento de Jesus Cristo — mas também para a expectativa da sua Segunda Vinda, um tema importante nos primeiros escritos cristãos.

Mas embora o significado da espera esteja associado à vinda de Cristo, o que muitos cristãos podem não perceber é que a época do Advento foi originalmente concebida para assinalar a sua Segunda Vinda, conhecida como “Parusia”, em que Paulo e os primeiros seguidores se angustiam com o regresso tardio de Cristo para pôr fim à marcha do tempo, abolir a morte e estabelecer um novo reinado de Deus sobre a Terra, o que não é propriamente material muito adequado para um calendário infantil, até porque Jesus não era esperado como um bebé meigo mas antes como um juiz vingativo.

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Foi apenas após a sua ênfase no fim do mundo que o Advento passou a centrar-se nas histórias do nascimento de Jesus, mais socialmente aceitáveis ​​e menos constrangedoras.

Terá sido no século XIX, em famílias luteranas na Alemanha, que surgiram as primeiras formas de contagem regressiva até ao Natal, mas em vez dos calendários impressos que conhecemos hoje em dia, eram feitas marcas com giz nas paredes ou com o acender de velas diariamente.

Os primeiros calendários do Advento impressos comercialmente foram criados pelo alemão Gerhard Lang no início dos anos 1900, e contavam com janelas de papel que se rasgavam para revelar versículos bíblicos e arte alusivas ao Natal e a episódios bíblicos. Com o passar das décadas, especialmente a partir da metade do século XX, estes calendários começaram a ganhar uma dimensão mais secular e comercial. Ao serem adotados no Reino Unido e na América do Norte, passaram a incluir brinquedos e chocolates e a perder os temas explicitamente cristãos.

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Atualmente, mais de um século depois das primeiras versões impressas, estes calendários já têm de tudo, desde maquilhagem a cerveja artesanal ou diamantes. Mas, apesar da sua transformação em objetos de consumo, os calendários do Advento modernos ainda evocam aspetos da tradição antiga: a criação de expectativa e a marcação de um tempo com propósito claro.

Assim, embora muitos associem os calendários a chocolates e presentes, a história da sua origem — de espera e simbolismo profundo — continua a ressoar em cada janelinha que é aberta. Seja num formato mais simples ou mais luxuoso, a tradição milenar do Advento mantém-se como um convite à reflexão, expectativa e celebração progressiva até ao dia de Natal.






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