Pretende ver o eclipse? Tudo o que precisa de saber

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11/08/2026
21:01
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Pretende ver o eclipse? Tudo o que precisa de saber

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O céu português prepara-se para receber esta quarta-feira, 12 de agosto, um dos fenómenos astronómicos mais aguardados dos últimos anos. O eclipse solar será visível em todo o território nacional, mas de formas diferentes: enquanto a esmagadora maioria do país assistirá a um eclipse parcial, uma pequena área do nordeste transmontano ficará dentro da chamada faixa de totalidade, onde a Lua irá ocultar completamente o Sol.

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A ocasião é particularmente rara, sendo que será a primeira vez desde 1912 que um eclipse solar total poderá ser observado em território português. E, depois de 2026, será necessário esperar até 2144 para voltar a ter um fenómeno deste género no país.

Onde será possível ver o eclipse total?

A faixa de totalidade atravessa uma pequena zona do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança. Guadramil é a principal localidade portuguesa situada nessa faixa, com o percurso da sombra da Lua a passar também nas proximidades de Rio de Onor.

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É aqui que estará a diferença entre assistir a um eclipse parcial e viver a experiência de um eclipse total. Mesmo em zonas onde mais de 90% do Sol ficará ocultado, continuará a existir uma pequena parcela do disco solar visível. Só dentro da faixa de totalidade é que a Lua cobrirá completamente o Sol e será possível observar fenómenos associados à totalidade, como a coroa solar, as Pérolas de Baily e o Anel de Diamante.

A que horas acontece?

O eclipse ocorrerá ao final da tarde e coincidirá, em grande parte, com o período próximo do pôr do sol. Em Portugal continental, os horários indicados são:

  • 18h33m50s: início do eclipse parcial;
  • 19h30m17s: início da totalidade;
  • 19h30m42s: fim da totalidade;
  • 20h23m31s: fim do eclipse parcial.

Ou seja, a fase de totalidade durará apenas cerca de 26 segundos. O eclipse, no seu conjunto, prolonga-se por quase duas horas. Os horários podem variar ligeiramente consoante o local de observação.

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É precisamente esta curta duração da totalidade que torna a escolha do local particularmente importante para quem pretende assistir ao fenómeno na sua forma mais rara.

E se não estiver em Bragança?

Não é preciso viajar até ao nordeste transmontano para observar o eclipse. Todo o território continental português terá visibilidade do eclipse parcial, embora a percentagem do Sol ocultada pela Lua varie de região para região.

Assim, quem estiver em Lisboa, Porto, Algarve ou noutra região do país poderá acompanhar o fenómeno, mas não verá a Lua cobrir completamente o Sol.

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Para quem decidir deslocar-se para a zona de totalidade, será particularmente importante planear antecipadamente a viagem, o local de observação e as condições de segurança.

Atenção: não olhe diretamente para o Sol

A parte mais importante é também a mais simples: não deve olhar diretamente para o Sol durante as fases parciais do eclipse.

Óculos de sol convencionais não são suficientes e também não devem ser utilizados métodos improvisados, como radiografias, vidros escurecidos ou outros materiais que não tenham sido concebidos e certificados para observação solar.

A observação deve ser feita com óculos próprios para eclipses/observação solar e filtros adequados, seguindo as recomendações das autoridades de saúde.

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O cuidado é particularmente importante porque uma grande percentagem do Sol pode estar ocultada e, ainda assim, a radiação solar que chega aos olhos continuar a ser perigosa. A recomendação de especialistas é utilizar proteção adequada durante a observação das fases parciais.

Leia também: Quer ver o eclipse? A Repsol tem óculos certificados para oferecer

E durante os segundos de totalidade?

Há uma exceção importante: apenas durante a totalidade, e apenas para quem estiver efetivamente dentro da faixa onde o Sol fica completamente coberto, é possível observar o eclipse sem os óculos de proteção.

Assim que a totalidade terminar e voltar a surgir qualquer parte do disco solar, é necessário voltar imediatamente a utilizar proteção adequada.

Para evitar erros, sobretudo quando estiverem crianças envolvidas, uma opção prudente é manter os óculos de proteção colocados durante todo o fenómeno, retirando-os apenas quando estiver confirmada a totalidade e voltando a colocá-los antes do seu fim.

E fotografar com o telemóvel?

Também aqui é preciso cuidado. Não é seguro apontar simplesmente a câmara de um telemóvel ou de uma máquina fotográfica para o Sol sem equipamento adequado. A observação e fotografia do Sol exigem filtros solares apropriados para o equipamento utilizado.

Para quem não dispõe do equipamento necessário, a alternativa mais segura passa por recorrer a métodos de projeção indireta ou acompanhar o fenómeno através de transmissões de observatórios e instituições científicas.

Porque é que este eclipse é tão especial?

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e a sua sombra é projetada sobre uma parte da superfície terrestre. Como a Lua está muito mais próxima da Terra do que o Sol, consegue, em determinadas circunstâncias, ocultar completamente o disco solar.

Mas a totalidade só é observável numa faixa muito estreita da superfície terrestre. É por isso que duas pessoas relativamente próximas podem ter experiências completamente diferentes do mesmo eclipse: uma pode ver quase todo o Sol desaparecer, enquanto outra, a poucos quilómetros de distância, observa apenas um eclipse parcial.

É também por isso que os eclipses totais costumam gerar deslocações de milhares de pessoas para locais específicos. Em Portugal, a pequena faixa de totalidade em Montesinho transforma o nordeste transmontano num dos pontos de observação privilegiados do fenómeno.

Para quem estiver fora da faixa de totalidade, o eclipse continua a ser um acontecimento pouco comum e visualmente impressionante. Mas, independentemente do local escolhido, há uma regra que não deve ser esquecida: o espetáculo pode durar quase duas horas e a proteção dos olhos deve durar todo o tempo em que o Sol não estiver completamente ocultado.

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