Cachapuz: Rigor e precisão made in Portugal

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26/05/2020
10:44
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Cachapuz: Rigor e precisão made in Portugal

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Inovação tem sido a palavra de ordem na empresa de equipamentos de pesagem Cachapuz, que tem levado tecnologia de base portuguesa para o mercado internacional, o que representa mais de um terço do volume de negócios.

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A completar 100 anos de história, enquanto fabricante de equipamentos para pesagem, a Cachapuz integra, desde 1997, o Grupo italiano Bilanciai, tendo a totalidade do capital sido adquirida em 2011. Ainda assim, a gestão da empresa é portuguesa e completamente autónoma. A Cachapuz continua a fabricar em Portugal todas as estruturas metálicas e é a única empresa do grupo que tem uma plataforma de software proprietária.

Ou seja, para além dos equipamentos, também desenvolve soluções tecnológicas que estão implementadas em várias partes do mundo e em clientes de dimensão e de referência internacional. É uma forma de levar tecnologia de base portuguesa para o mercado internacional. Estes produtos são concebidos e produzidos no Centro de Competências Tecnológicas que a empresa tem na sua sede, tendo por base tecnologia de ponta e uma equipa de engenheiros portugueses altamente especializados. É uma empresa portuguesa focada no mundo e no futuro, bem implantada na comunidade e com forte proximidade às várias instituições do país e da região onde está sediada.

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«É claramente uma empresa reconhecida e bem aceite pela sociedade, com a qual interage através do seu programa de responsabilidade social», sublinha a CEO da Cachapuz, Graça Cunha Coelho. Os clientes valorizam a capacidade que a Cachapuz e os seus colaboradores têm para inovar e para oferecer, ao mercado, soluções e serviços de elevado valor, rigor, precisão e qualidade, sempre na senda do crescimento e de os servirem melhor. Além de reconhecerem o conhecimento e a experiência, os clientes dão sobretudo importância à postura e filosofia de trabalho, assentes em valores como confiança, credibilidade, proximidade e satisfação, ajustada às suas reais necessidades e aspirações.

«Trabalhamos em Portugal, somos portugueses e temos orgulho nisso, em sermos capazes de mudar, de transformar, de reinventar e de nos ajustarmos à mudança. Cada vez mais verificamos também que os nossos clientes valorizam o made in Portugal» comenta. Internacionalizar a empresa O processo de internacionalização da Cachapuz iniciou-se em 1950, para mercados de língua portuguesa, como Angola e Moçambique. O idioma, as relações comerciais, políticas e culturais entre os países e as necessidades e lacunas existentes, na altura, naquelas regiões, foram as principais razões para o investimento e o crescimento da empresa nessas regiões.

Hoje, a Cachapuz conta com uma ampla carteira de clientes em Portugal e no estrangeiro, estando presente em 15 países, na Europa, África, Ásia e América Latina (tendo prevista a entrada em mais quatro países). A Cachapuz conhece vários mercados, geografias, sectores, formas de estar e de actuar de outros países. «Têm sido, para nós, anos de aprendizagem, de partilha e de troca de conhecimentos e experiências com culturas que têm formas de trabalhar diferentes das nossas», confere a mesma responsável. E com o trabalho, dedicação, empenho, compromisso e entrega que a Cachapuz imprime nos seus projectos, acredita ser embaixadora do país que a viu nascer.

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Com exportações a representar entre 30 e 40% do volume de negócios, a empresa é uma referência internacional no desenvolvimento e implementação de software e automação, nomeadamente na indústria do cimento, com o SLV Cement, que está presente em grandes fabricantes de cimento um pouco por todo o mundo. As Soluções SLV permitem automatizar e optimizar os processos logísticos ao nível da pesagem, em vários sectores, trazendo para os clientes ganhos acrescidos ao nível da produtividade, eficiência, rentabilidade e competitividade, garante Graça Cunha Coelho. Além do sector do cimento, a Cachapuz tem clientes nas áreas da construção, resíduos, agro-indústria, indústria transformadora do tomate, entre outras. Depois de implementadas as soluções, a Cachapuz assegura os serviços essenciais, como assistência técnica e comercial. Com um volume de negócios na ordem dos 4,5 milhões de euros, a empresa tem a perspectiva de crescer cerca de 5% este ano.

E se, actualmente, as vendas de pesagem representam ainda 70% do volume total de negó cios da Cachapuz, a verdade é que a percentagem tem vindo a diminuir nos últimos anos, evidenciando uma tendência para a aquisição de mais soluções de software que melhorem a eficiência dos seus processos logísticos que envolvam pesagem. No mercado nacional, a tendência é os clientes optarem por produtos de maior qualidade e cada vez mais tecnológicos. «O comprador utilizador é mais sensível à qualidade geral do equipamento e à sua funcionalidade enquanto o financeiro valoriza mais o investimento a realizar», descreve a CEO da Cachapuz. Já no mercado internacional, a marca Cachapuz e o seu histórico, bem como a existência da assistência local, são muitas vezes decisivos na opção de compra. Inegável é que a comunicação da Cachapuz foi, desde o início, um dos seus marcos e uma área em que sempre fez questão de investir com a convicção de que só uma boa estratégia de comunicação traz ganhos e ajuda a alavancar a notoriedade da imagem.

«Temos tido, ao longo dos anos, muita atenção na forma como nos apresentamos, não só a nível interno, onde também actuamos com uma estratégia estruturada, mas também lá fora, junto dos nossos clientes, parceiros e das comunidades. Estamos cientes de que é importante comunicar o que fazemos, as nossas actividades, as nossas parcerias e as acções de responsabilidade social com as quais nos envolvemos.

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O negócio acaba por beneficiar desta nossa política activa de comunicação», assegura. As feiras são precisamente dos momentos em que a comunicação da empresa é posta à prova. Só que, na actual conjuntura imposta pela Covid-19, todas as feiras e certames foram cancelados ou adiados e, como tal, toda a presença em feiras ligadas aos sectores onde a Cachapuz actua, que sempre fizeram parte da sua estratégia, está a ser totalmente repensada. «Eram eventos que nos permitiam estar mais próximos dos nossos clientes e que nos ajudavam a perceber quais as suas necessidades e como os poderíamos ajudar», recorda. Neste momento, com o digital, estão a equacionar toda a sua presença e a procurar outras formas de comunicação que permitam continuar próximos dos clientes.

Inovar em tempos de incerteza

Num ano em que a Cachapuz comemora o seu centenário – e para o qual tinha preparado uma série de eventos, actividades e lançamentos que tiveram que ser reagendados e repensados – houve que perceber como se pode adaptar aos novos tempos. Um trabalho que tem vindo a ser feito pelo ecossistema de inovação interno de maneira a construir novas soluções que acrescentem mais valor aos clientes. «Temos uma atitude de algum inconformismo e tentamos sempre perceber como podemos fazer mais e melhor. Qualquer crise traz também muitas oportunidades, por isso, nesta altura, estamos muito focados nas oportunidades que estão a surgir nas várias indústrias», comenta Graça Cunha Coelho, revelando que criaram um grupo focado na inovação a curto prazo (3/12 meses) e outro focado em inovação disruptiva a 3/5 anos.

A inovação faz parte do ADN da Cachapuz e esteve sempre ao serviço dos processos, das pessoas e dos produtos, tendo como foco o crescimento e o futuro. Nesse sentido tem colaborado com vários projectos. É membro fundador do Colab DTX – Laboratório Colaborativo em Transformação Digital e parceiro do Cluster Nacional TICE.pt. Destaca-se ainda a sua integração na rede de PME Inovadoras da COTEC Portugal, tendo estado na génese do Pólo de Software do Minho.

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E, desde meados dos anos 80, mantém uma relação de proximidade com a comunidade universitária, destacando-se a Universidade do Minho. O primeiro output desta proximidade foi, em 1985, com o lançamento da primeira balança e do primeiro terminal electrónico em Portugal. Desde então, participa em programas e iniciativas que fomentem a relação entre os dois mundos, mas também em projectos de investigação, como foi o caso do UH4SP, em 2018, que permitiu desenvolver novas tecnologias, possibilitando a entrada em novas geografias e em novos clientes.






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