Um novo estudo da consultora McKinsey revela que as empresas, de forma geral, terão de aumentar os esforços já em curso, transversais a todas as áreas internas e incluindo o Marketing, para evitar os efeitos mais graves da crise climática.
Mudar hábitos e mentalidades não é tarefa fácil e, embora “alcançar as zero emissões [de gases poluentes] até 2050 requeira uma transformação profunda da economia global”, há oportunidades que podem surgir dessa mudança, garante a investigação.
Parte da mudança que as empresas e marcas podem ajudar a causar passa pela estratégia de comunicação que as equipas de Marketing desenvolvem, ao partilharem com os consumidores aquilo que está a ser feito e, consequentemente, a influenciar os clientes a alterar comportamentos menos amigos do ambiente.
De acordo com o estudo, será necessário aumentar o investimento empresarial em 3,5 milhões de milhões de dólares anuais até 2050 – mais 40% do que o actual investimento, de forma a alcançar os 9,2 milhões de milhões de dólares. Este valor representa metade dos lucros corporativos que precisam de ser investidos na luta contra as alterações climáticas se o objectivo for evitar a “catástrofe climática”.
Como nem todas as empresas têm a mesma dimensão, umas serão mais afectadas do que outras com este processo, mas, alerta a McKinsey, o esforço transversal é necessário. A consultora destaca ainda quais são os sectores que terão de fazer mais mudanças: energético e industrial (ambos são responsáveis por 30% das emissões de CO2), mobilidade (emite 19% das emissões de gases poluentes), imobiliário (representa 6% destas emissões nocivas).
A transição para uma produção e actuação empresarial mais verde irá provocar a perda de 185 milhões de postos de trabalho, estima o estudo. Contudo, a mudança de algumas indústrias terá como efeito a criação de aproximadamente 200 milhões de novos postos. O Marketing entra nesta equação como um canal necessário para a elaboração de estratégias internas que ajudem as empresas a tornarem-se menos poluentes e, simultaneamente, participar na mudança de percepções dos consumidores e utilizadores sensibilizando-os para os efeitos da crise climática.














