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E-commerce e os desafios da logística e das entregas

Opinião CE
Sónia Almeida
01/07/2018
16:01
Opinião CE
Sónia Almeida
01/07/2018
16:01
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Por Miguel Salema Garção
Director de Marca, Comunicação e Sustentabilidade

1. O mercado de e-commerce é global, apresentando grande crescimento e tende a assentar em dispositivos móveis. O maior ponto de crescimento situa-se na Ásia-Pacífico, que já constitui a geografia mais importante em termos de volume de negócios, seguida da Europa, onde o UK é claramente dominante, e dos EUA.

O e-commerce, mais do que uma tendência de crescimento global, é também uma tendência de mudança de padrões e paradigmas de compra e de consumo e, consequentemente, do lado do mercado empresarial português, apresenta uma oportunidade, ou de desenvolver new business, ou de alcançar novos mercados internacionais. O always on shopping, ou numa loja física, num site online via desktop ou num dispositivo móvel ou envolvendo social media, é cada vez mais uma realidade. O comércio é mais omnicanal, perspectivando-se que o retalho online a nível mundial, fortemente impulsionado pelo mobile commerce, irá crescer seis vezes mais que o retalho físico até 2021, quase duplicando o seu actual peso no total do retalho, atingindo um valor próximo dos 20%.

2. Um dos factores mais saliente e notórios do crescimento do e-commerce está inquestionavelmente ligado às entregas físicas das compras realizadas online, que tendem a ser cada vez mais rápidas e a mais baixo preço (e.g., free delivery). É neste contexto que a logística em toda a sua cadeia de valor, incluindo as entregas no last mile, tende a constituir-se como uma das funções mais relevantes e diferenciadoras na relação entre retalhistas e consumidores. Esta capacidade de diferenciação apresenta grandes desafios aos operadores de logística, a saber: i) incorporação de motores de optimização dinâmica de rotas que resultem em maior velocidade e menor custo; ii) personalização das entregas em termos de opções de data e hora preditiva (dia/hora certo e janelas horárias de recolha e entrega bem como a possibilidade posterior da sua alteração) e conveniência, mediante a disponibilização de mais opções de locais de entrega e de soluções de devolução simples e rápidas; iii) visibilidade e interactividade informativa (e.g., notificações por SMS e email sobre o estado da entrega); e, finalmente, a adoção de elastic logistics que, mediante o recurso a parceiros, permita alisar “picos” de procura e/ou as grandes distâncias associadas a transacções cross-border, conferindo uma experiência uniforme de entrega óptima ao comprador online.

3. Tem sido numa perspectiva de parceria contínua com os seus clientes de retalho e venda online, no sentido de proporcionar a melhor experiência de entrega das suas encomendas, que os CTT lançaram ainda em 2017 a sua oferta modular, flexível, dinâmica e inovadora, o e-Segue. Esta oferta, conjugada com a sua actuação proactiva nos fluxos cross-border, assente em relevantes parcerias internacionais e tirando partido da localização de Portugal como gateway de entrada e saída na Europa, confere aos CTT ser uma clara e efectiva plataforma de serviços de logística e de entregas de suporte, quer ao fluxo de entrada de encomendas, quer às operações de exportação online das empresas portuguesas.

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Artigo de opinião publicado na Revista Marketeer n.º 264 de Julho de 2018.




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