Shoppings privilegiam relações entre marcas e consumidores

Num mercado, como o português, onde os consumidores continuam a valorizar e preferir os centros comerciais, a Multi Portugal está focada em fazer dos seus shoppings espaços que ajudem os clientes a economizar tempo e a dinamizá-lo, conforme revela Paulo Alves, head of Marketing da Multi Portugal.

Como classifica a relação que o consumidor tem hoje com o centro comercial?

Se estivermos a falar do nosso País, o visitante mantém uma preferência pelo espaço “centro comercial”. Dizem-nos os últimos estudos que cerca de 69% dos portugueses elegem este espaço como o seu preferido para compras. Na verdade, seguem um caminho distinto face ao resto da Europa, onde a tendência de compras em centros comerciais é mais oscilante. Estes espaços, aliados à comodidade e conforto, reúnem uma oferta diversificada de zonas de compra e cada vez mais seguem a tendência de aproximação das necessidades do consumidor (Wi-Fi gratuito, sitting areas, work hub’s, activações desenhadas para o target…).

Este é o caminho estratégico que percorremos e que demonstra que valorizamos o tempo e o bem estar de quem nos visita. Estamos focados em fazer dos nossos shoppings espaços que ajudem os clientes a economizar tempo e a dinamizá-lo. Acredito que esta seja uma linha de orientação não só da Multi Portugal, mas também de outros operadores de prestígio em Portugal, como a Sonae Sierra, Mundicenter, CBRE, Immochan, JLL, entre outros.

Como podem os shoppings combater as compras online?

As compras online não são concorrência para os centros comerciais, mas uma tendência actual de consumo. Os shoppings que souberem integrar as novas necessidades e exigências dos consumidores na sua actuação terão muito mais hipóteses de se tornarem preferenciais. Em vez de combatermos as compras online, procuramos ser um complemento saudável a essa tendência e trabalharmos para a melhor satisfação dos nossos consumidores. Uma análise atenta ao nosso visitante permite-nos perceber que a experiência online não substitui o contacto físico entre os clientes e os produtos e serviços. Por exemplo, estudos sobre a geração Millennial destacam a forma como este público ainda aprecia o “sentir” e o “experimentar” antes de efectuar a compra.

Este momento de interacção cliente produto/serviço está directamente ligado a uma experiência sensorial, ajudando a tornar cada visita numa vivência positiva. Se escutarmos os nossos consumidores obtemos informações preciosas que nos permitem acompanhar um ritmo de constante mudança e adaptação. Esta é uma geração muito digital, que valoriza uma resposta instantânea e à sua medida – o que nos traz desafios. Também os operadores de loja sentem esta mudança acelerada e procuram adaptar- -se, implementando soluções inovadoras e criativas que permitem continuar a trazer o cliente às lojas.

Reunimos todo o potencial e informação de que dispomos e conseguimos criar projectos e parcerias que fazem dos nossos espaços verdadeiros pólos de atracção. Esta é uma das principais razões pela qual o nosso foco está no “fazer sentir”.

Para ler o artigo na íntegra consulte a edição de Maio de 2018 da revista Marketeer.

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