Os próximos cinco anos serão cruciais para o comércio online no setor da moda, por um lado, e da alimentação e bebidas, por outro. Neste sentido, a estratégia “omnicanal”, com canais online e físicos cada vez mais interligados, será crucial. Isto é evidente em dois relatórios recentes da Google e da consultora Deloitte, que analisam as tendências e oportunidades na moda e na alimentação até 2030.
Na moda, os autores do relatório “Future of e-commerce in fashion” preveem que as vendas online de moda disparem 77% até 2030 nos países analisados para o estudo: Espanha, Polónia, Itália, Reino Unido, Holanda, Turquia, Alemanha, França, Suécia e Bélgica.
Segundo os cálculos, este negócio poderá atingir os 233 mil milhões de dólares (aproximadamente 200 mil milhões de euros), sendo a receita anual de moda online estimada em cerca de 10% ao ano até 2030, em comparação com 6% do retalho tradicional físico. Daqui a cinco anos, segundo as projeções da Google e da Deloitte, as vendas online neste setor representarão 30% da receita.
No caso dos alimentos e bebidas, o crescimento online é mais tímido, mas constante. Como revela o relatório “Future of e-commerce in retail food & beverage”, este setor teve um forte aumento após o início da pandemia, estabilizando nos anos seguintes, atingindo um crescimento médio de 5,5% ao ano entre 2022 e 2024.
Olhando para 2030, e a nível geral, a Google e a Deloitte preveem que o comércio online de alimentos e bebidas cresça 97%, atingindo os 163 mil milhões de dólares (141 mil milhões de euros).
Apesar disso, as vendas físicas continuarão a dominar nesse ano, representando 92,7% da receita, em comparação com 94,3% no final de 2025.












