Cultura solidária e responsável

A cada ano que passa, a necessidade de respostas a problemas e desafios da sociedade tem aumentado, razão pela qual a Fricon não descura a importância da responsabilidade social na sua abordagem. Ricardo Pereira, head of Marketing EMEA da Fricon, garante que é um trabalho que se tem mantido e reforçado ano após ano, com a pandemia de Covid-19 a mostrar como pode ser importante o papel das empresas e como é necessária uma maior consciência em relação ao mundo que nos rodeia desde os próprios colaboradores aos parceiros, sem esquecer os clientes, a comunidade e o próprio planeta.

«Em primeiro lugar, pretendemos manter assegurados os apoios que assumimos anteriormente numa óptica de continuidade. No entanto, sentimos que as necessidades crescentes se multiplicaram com a pandemia. Temos iniciativas de apoio locais, nacionais e mesmo de âmbito internacional», adianta o porta-voz da empresa. Embora não seja possível responder a todos os pedidos, a Fricon tem feito o possível para minimizar essa lacuna, liderando pelo exemplo e influenciando outras organizações e entidades a entrar no campo de batalha contra a crise sanitária. Ricardo Pereira conta que têm tido sucesso neste apelo e que têm conseguido contribuir para uma resposta mais efectiva a mais projectos e necessidades.

Em 45 anos de história da Fricon, a empresa orgulha-se de apoiar causas solidárias nos últimos 44 algumas de forma contínua até aos dias de hoje. Ricardo Pereira não tem, por isso, reservas ao afirmar que a empresa tem uma cultura solidária extremamente desenvolvida: «Estes valores estão muito enraizados na nossa equipa», conta.

Só em 2021, a Fricon procedeu à recolha interna de alimentos em pleno período de confinamento, tendo organizado também recolhas de brinquedos e livros para crianças junto dos seus colaboradores. A empresa tem desafiado a sua equipa nestas acções e os resultados parecem ser muito positivos, com uma resposta generosa e massiva. «Orgulha-nos ter uma equipa coesa e solidária, permanentemente pronta e disponível a dar resposta», acrescenta o responsável de Marketing, frisando que os profissionais da Fricon dão o primeiro passo neste compromisso de responsabilidade social com a comunidade.

Para a época do Natal, a Fricon traçou um plano de acções, sendo que algumas delas são há habituais por esta altura. Entre as iniciativas previstas, destaque para: contribuição junto da Associação de apoio à criança ASAS (Santo Tirso) com aquisição de árvores de Natal e decorações; Comboio Solidário, que consiste na recolha de brinquedos e livros, numa iniciativa desenvolvida em conjunto com o parceiro Ginásio Clube Vilacondense, para distribuição no dia 24 de Dezembro junto de instituições e famílias carenciadas sinalizadas nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim; distribuição de donativos em géneros (equipamentos de conservação e congelação) por instituições que apresentem essas necessidades operacionais.

Este ano, a Fricon abraçou, ainda, junto da Fundação EuroFirms, RTP e CP, a campanha “Iguais Profissionais”. Trata-se de uma iniciativa inclusiva que tem como propósito a disseminação da normalização da deficiência e que é direccionada também para o contexto laboral.

No geral, a Fricon aumentou o investimento na área da responsabilidade social, em termos de financiamento pecuniário, cerca de 300% nos últimos quatro anos. «Com as nossas acções, procuramos proceder a um impacto positivo junto da comunidade», sublinha Ricardo Pereira, justificando a evolução positiva do montante alocado a esta área do orçamento.

NA ROTA DA SUSTENTABILIDADE

Desde a década de 90 que o tema da sustentabilidade faz parte do dia-a-dia da Fricon. Depois de, ainda nos anos 80, ter começado a fornecer soluções de refrigeração e conservação para empresas como Unilever, a Fricon sentiu necessidade de desenvolver propostas em linha com as mais recentes e disruptivas boas práticas do mercado, de forma a conseguir acompanhar os gigantes do retalho alimentar. «Após esta integração na nossa cultura, procurámos activamente a sua manutenção e desenvolvimento interno», conta Ricardo Pereira, assegurando que é uma preocupação que se mantém até hoje.

Há já duas décadas que a empresa usa gases de refrigeração ecológicos e de baixo impacto ambiental, entre outros componentes sustentáveis. Só esta iniciativa permitiu antecipar e liderar algumas das melhores práticas desde o início do milénio.

Agora, num mercado cada vez mais exigente e em que as alterações climáticas servem de pano de fundo a todas as decisões, o drive da sustentabilidade apresenta-se como uma espécie de estrela-guia para toda a operação e é um dos valores estratégicos da Fricon. Exemplo disso é o investimento em soluções com baixo consumo energético, que tem vindo a ser acelerado desde a inauguração do seu mais recente laboratório, em 2015. Segundo Ricardo Pereira, está prevista a implementação de um novo plano nesta área de desenvolvimento de produto ainda no presente triénio, mas, para já, o plano em curso centra-se no «empowerment da equipa Fricon, com um elevado foco na qualificação dos recursos humanos», a par do aumento da capacidade logística e produtiva e da redução da pegada ambiental.

A gestão de resíduos tem sido um dos eixos de actuação a que a Fricon mais tem prestado atenção. «Como resultados, temos já uma redução muito significativa nos consumos e desperdício de plástico, papel e polímeros, com uma redução, em primeiro lugar, do seu consumo. Em segundo lugar, com a reciclagem e reintegração destas matérias-primas nos processos», adianta o responsável de Marketing, sublinhando ainda que, em termos de polímeros, a Fricon está já muito próxima do desperdício zero. Este é um marco muito significativo para a empresa, que integra na sua operação uma unidade produtiva de polímeros para satisfazer as necessidades neste campo.

Ricardo Pereira sublinha ainda outra variável adicional que também é importante quando se fala da utilização da inovação a favor da criação de soluções e equipamentos mais sustentáveis e energeticamente eficientes: a transferência tecnológica, testagem e análise de componentes, no sentido da obtenção do setup mais eficiente. «Este é um trabalho contínuo desenvolvido pelo nosso departamento técnico, no sentido da entrega de uma solução, tendencialmente mais eficiente e alinhada com a nossa proposta de valor.»

Em termos de avaliações externas, a Fricon é certificada pela ISO 2015:9001 e as soluções de refrigeração estão certificadas para todos os mercados onde a empresa distribui os seus produtos, cumprindo toda a regulamentação específica de cada mercado.

EVOLUÇÃO EM COMUNIDADE

O caminho em direcção a um mundo mais verde não se faz sozinho. Por isso mesmo, a Fricon tem apostado na transversalidade e na colaboração com parceiros e clientes, que se mostram essenciais na construção de um negócio sustentável. Segundo Ricardo Pereira, «o posicionamento e compromisso no âmbito da sustentabilidade têm contribuído para uma evolução positiva ao longo da cadeia de valor».

Por um lado, a Fricon tem sido bem-sucedida na implementação de soluções de baixo consumo energético, que assentam em materiais e componentes cada vez mais ecológicos. Isto significa que os seus clientes estão disponíveis para receber este tipo de produtos, sendo que a aceitação desta tendência ao nível da refrigeração comercial começa já a ser prática comum «não só pelo valor acrescentado em termos de sustentabilidade junto das marca e insígnias de supermercado, mas, pelo facto de ser uma redução efectiva de custos operacionais do ponto de venda», explana o head of Marketing EMEA da Fricon, sublinhando que é uma mudança benéfica para todos os intervenientes.

Quanto aos consumidores, estão hoje mais atentos às marcas e às suas práticas e escolhem consumir e comprar aquelas cujos valores partilham. A variável da sustentabilidade e o posicionamento das insígnias também pesam no momento de decidir quais são os produtos que levam para casa. «Assim, enquanto consumidores, influenciamos a cadeia de valor», refere o responsável, adiantando que a Fricon sente que «a eficiência energética é uma variável cada vez mais procurada, por questões estratégicas, de optimização e racionalização operacional, mas também por questões legais». Exemplo disso são as novas normativas europeias para a refrigeração comercial ECOLABEL.

Já no que aos fornecedores diz respeito, verifica-se um aumento no número de normas de certificação dos equipamentos, que obrigam a uma maior exigência, «pelo que efectivamente existe uma contribuição real ao longo de toda a cadeia de valor», envolvendo os vários intervenientes e garantindo que todos fazem a sua parte por um mundo melhor. «A Fricon, na área da sustentabilidade, definiu estrategicamente que pretende manter-se na vanguarda e liderança do sector», remata o head of Marketing EMEA, e isso passa também pelas colaborações e parcerias que estabelece.

RETORNO À VISTA

«São vários os estudos que apontam para uma relação directa e positiva, entre sustentabilidade, desempenho económicofinanceiro e adopção de práticas de responsabilidade social», afirma Ricardo Pereira. De acordo com o head of Marketing EMEA, a Fricon está, por isso, consciente do papel e da responsabilidade que as empresas devem assumir no meio onde estão inseridas: «Esta prática iniciou-se há várias décadas, fruto de uma sensibilidade muito própria do nosso corpo accionista e visando única e exclusivamente a entrega de valor e apoio no desenvolvimento da nossa comunidade», vinca.

Actualmente, os problemas sociais, sociais e económicos fazem parte do modelo de gestão, de olhos postos na transição para uma forma de trabalhar cada vez mais sustentável a vários níveis. Muitas vezes, é natural pensar fundamentalmente na dimensão externa das práticas de responsabilidade social, mas na Fricon a aposta vai para uma visão holística.

Além de ter em atenção as comunidades (problemas ambientais, serviços para colaboradores, patrocínio de eventos culturais e desportivos, donativos, entre outros), os parceiros, fornecedores e consumidores (fornecimento ético, eficiente e ecológico de produtos e serviços) e os direitos humanos ou questões ambientais de uma forma mais geral, a Fricon também olha para a responsabilidade social e para a sustentabilidade do ponto de vista interno. Esta dimensão interna é visível na identificação de necessidades de apoio específico junto dos membros da equipa, por exemplo.

Ricardo Pereira revela que a Fricon actua, aindaa sobre outras variáveis: através da gestão de recursos humanos, saúde e higiene no trabalho, adaptação à mudança e gestão de impacto ambiental e dos recursos naturais. «Somos uma empresa e marca cada vez mais humanizada. Servimos pessoas, de pessoas, para pessoas!», sublinha o responsável. E esta forma de estar no mercado tem permitido assumir também um novo posicionamento, «o qual tem tido uma crescente aceitação e procura pelos clientes, mas também, pelos clientes dos clientes», gerando um retorno positivo de todo este investimento e preocupação com a comunidade e com o ambiente.

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