A ideia de que a luz azul emitida por telemóveis e outros dispositivos eletrónicos prejudica significativamente o sono está a ser posta em causa por novas investigações científicas, segundo a BBC. Estudos recentes indicam que o impacto desta luz poderá ser menor do que se pensava, destacando outros fatores como mais determinantes para a qualidade do descanso.
Durante anos, acreditou-se que a exposição à luz azul antes de dormir reduzia a produção de melatonina — a hormona responsável por regular o sono — dificultando o adormecer. No entanto, investigadores citados pela BBC sublinham agora que a intensidade da luz emitida pelos ecrãs é relativamente baixa quando comparada com a luz natural.
Especialistas defendem que a exposição à luz ao longo do dia desempenha um papel mais relevante no equilíbrio do relógio biológico. De acordo com a mesma fonte, passar pouco tempo ao ar livre e em ambientes com luz natural pode contribuir para a desregulação dos ciclos de sono, tornando mais difícil adormecer à noite.
Por outro lado, o uso de telemóveis antes de dormir pode afetar o descanso por razões indiretas. A BBC refere que o tipo de conteúdo consumido — como redes sociais, vídeos ou jogos — tende a estimular o cérebro, mantendo-o ativo numa altura em que deveria estar a preparar-se para o repouso.
Embora ferramentas como filtros de luz azul ou óculos específicos possam ajudar, os especialistas recomendam sobretudo a adoção de hábitos saudáveis, como manter horários regulares de sono, reduzir a iluminação à noite e aumentar a exposição à luz natural durante o dia, conclui a BBC.
Assim, a comunidade científica aponta para uma visão mais equilibrada: a luz azul não deve ser ignorada, mas também não é o principal fator responsável pelas dificuldades em dormir, sendo essencial considerar o conjunto de rotinas e comportamentos diários.














