Delta Coffee House Experience tem novo (Im)possible Coffee com origem nas montanhas da Colômbia

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Maria João Lima
30/05/2026
09:27
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Maria João Lima
30/05/2026
09:27
Delta Coffee House Experience tem novo (Im)possible Coffee com origem nas montanhas da Colômbia

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Depois do primeiro e único café português, oriundo dos Açores, do Café Catoninho (com origem em São Tomé e Príncipe), do Café Amboim (de Angola) e do Café da Floresta do Toki (proveniente das montanhas de Chiang Mai, no norte da Tailândia), escreve-se agora o quinto capítulo da história dos (Im)possible Coffees da Delta Coffee House Experience. A nova estrela é o café da comunidade indígena Nasa We’sx que reforça o compromisso da marca com a valorização dos produtores locais de café.

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No evento de apresentação da nova edição (Im)possible Coffees, Clara Melícias, directora de Lojas Delta Coffee House Experience e e-Commerce do Grupo Nabeiro, salientou, em jeito de balanço, que este projecto «tem um impacto que hoje já é concreto e mensurável: mais de 70 mil cafés vendidos, com retorno directo para as comunidades que os produziram; 700 horas de formação em consultorias especializadas; 4300 pés de café plantados; mais de 30 mil euros investidos nas comunidades, em equipamentos, infraestruturas e expansão das plantações». E acrescentou: «Números que nos dizem que isto não é um projecto de intenções, é um projecto de resultados.»

O novo café de edição limitada tem origem nas montanhas em redor da Gaitania, no sul da Colômbia. «Desta vez, a história de café que trazemos é diferente. O impossível aqui, não é produzir café. Estamos numa das geografias mais emblemáticas da produção de café. O difícil foi escolher ficar. Um território marcado durante décadas pelo conflito armado, pelo isolamento e pelo êxodo cultural, muitos jovens da comunidade indígena de Nasa We’sx arriscaram ficar e dedicar-se à revitalização da produção de café na região. E é exactamente isso que torna esta história tão poderosa. Num mundo onde tantos jovens partem, eles escolheram permanecer. Escolheram honrar a sua cultura, crescer sem perder a ligação à natureza e fazer do café um motor de comunidade e de futuro.»

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Integrados na associação ASOCANAFI, estes jovens criaram o projecto YUPPIE (Young Professional People) e dedicaram-se à revitalização da produção de café. «Quero que a minha família, os meus filhos e a minha comunidade deem continuidade ao legado deste café», afirma Eider Socorreño Palya, Director do projecto YUPPIE.

Clara Melícias conta ainda que com o café da comunidade indígena de Nasa We’sx a Delta foi ainda mais longe na coerência com os valores do projecto (Im)possible Coffees. «Este café atravessou o Atlântico até chegar à Europa a bordo de um veleiro. Uma viagem de cerca de 20 dias, reduzindo cerca de 70 a 90% da pegada de carbono, face ao transporte convencional. Por isso, este lote integra o programa Fresh Coffee Clean Ocean, que promove um transporte marítimo mais sustentável, mais respeitador dos oceanos.»

Reforçando o seu compromisso com o futuro do Café da Comunidade Indígena Nasa We’sx, 10% das vendas desta edição especial revertem para a comunidade.

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«Enquanto empresa familiar, temos uma responsabilidade que vai além do curto prazo.»

Voltando a lembrar que é chegado o quinto capítulo de (Im)possible Coffees, Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, salientou que, a cada nova origem, este projecto confirma aquilo em que acreditam há muitos anos: «O café é muito mais do que só um produto. É uma relação entre pessoas, territórios e culturas. São histórias de vida.» O gestor lembra que Angola, Timor, São Tomé e tantas outras origens ensinaram os responsáveis da Delta, ao longo de décadas, que o café deve ser vivido com proximidade, responsabilidade e compromisso com as comunidades produtoras. «O (Im)possible Coffees é uma continuação natural desse caminho. Nasceu para descobrir cafés raros, mas tornou-se também uma forma de dar visibilidade a quem está na origem, valorizando o seu trabalho, o seu conhecimento e as suas histórias.»
Reconhecendo que os desafios no sector do café são grandes – e dando como exemplos as alterações climáticas, a volatilidade dos mercados, o aumento dos custos e as dificuldades de acesso a conhecimento, financiamento e mercados que colocam pressão sobre muitos pequenos produtores -, Rui Miguel Nabeiro salienta um que lhe merece uma atenção especial: garantir que os jovens continuam a ver no café uma oportunidade de vida. «Porque não basta assegurar que continuamos a ter café. Temos de assegurar que há uma nova geração disposta a produzi-lo com dignidade, ambição e orgulho. E foi isso que encontrámos em Gaitania, na Colômbia. Encontrámos uma comunidade para quem o café não é apenas uma cultura agrícola, é uma escolha de vida. A escolha de permanecer na sua terra, de cuidar da sua comunidade e de acreditar que o café pode continuar a ser um caminho para o futuro.»

O gestor entende que esta é uma mensagem muito importante para o grupo que lidera. «Enquanto empresa familiar, temos uma responsabilidade que vai além do curto prazo. Temos de olhar para a cadeia de valor de forma estratégica e perceber que o futuro do nosso negócio depende também da resiliência das origens, da capacidade dos produtores de criarem valor e da confiança que conseguimos construir ao longo do tempo.»

Daí que defenda que para o Grupo Nabeiro-Delta Cafés sustentabilidade não é apenas um tema de comunicação ou um conjunto de indicadores, mas sim uma forma de estar, uma forma de tomar decisões e de preparar o futuro. «Se queremos continuar a oferecer cafés de qualidade, temos de contribuir para que existam condições para os produzir. Se queremos consumidores mais conscientes, temos de lhes mostrar a origem e o impacto das suas escolhas. Se queremos uma cadeia mais forte, temos de investir em relações mais próximas, transparentes e duradouras.»

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Rui Miguel Nabeiro acredita que o (Im)possible Coffee da comunidade indígena de Nasa We’sx representa a visão da Delta e da International Coffee Partners. «Mostra que a qualidade do produto está ligada à qualidade das relações que construímos. Mostra que a inovação não está apenas no lançamento de novos cafés, mas também na forma como valorizamos a origem. E mostra que uma marca como a Delta pode continuar a crescer, criando valor para todos os que fazem parte desta cadeia.»
A nova edição limitada está disponível nas lojas Delta Coffee House Experience em Lisboa, no Porto, em Paris, e na loja online.

Texto de Maria João Lima

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico




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