Tranquilidade e estabilidade são dois dos aspectos mais valorizados pelos viajantes. Nos Açores, podem encontrar essa segurança – e muito mais –, começando pela experiência a bordo das companhias do Grupo SATA
Além da sua beleza incomparável, da gastronomia, do clima ameno e da proximidade com a Natureza, os Açores têm-se posicionado, nos últimos anos, como um destino seguro para férias em família. Uma missão definida pelo Governo Regional e partilhada por todos os agentes e operadores locais. O Grupo SATA, em particular, enquanto principal transportador aéreo na região, tem contribuído para consolidar o posicionamento do arquipélago enquanto um destino seguro e sustentável, reforçando a sua atractividade junto dos viajantes nacionais e internacionais.
«O Grupo SATA tem assumido consistentemente um compromisso com o destino Açores, o que também decorre da sua missão estratégica. Garantir a acessibilidade e fazê-lo de forma ambiental e socialmente responsável permite contribuir para o desenvolvimento sustentável do arquipélago», assegura Graça Silva, directora de Marketing e Vendas do Grupo SATA. Em entrevista à Marketeer, a responsável aborda ainda os planos do grupo para reforçar a conectividade da região neste Verão, com enfoque nos mercados nacional e norte-americano, com especial destaque para os destinos onde se encontra a diáspora açoriana.
Nos últimos anos, em particular desde a Covid-19, os Açores têm reforçado o posicionamento enquanto destino seguro. O que torna o arquipélago um destino seguro e sustentável?
Durante a pandemia, a região adoptou uma abordagem muito pró-activa, responsável e consistente, o que reforçou a confiança dos mercados e dos visitantes. As companhias aéreas do Grupo SATA associaram-se, desde o início, ao esforço colectivo, conscientes da sua importância enquanto primeiras anfitriãs do destino.
Este período acabou por consolidar um caminho que já estava a ser percorrido e por tornar mais visível uma estratégia assente na segurança, na sustentabilidade e no respeito pelas comunidades locais. Os Açores têm características que sustentam este posicionamento.
Em termos estratégicos, há um alinhamento claro entre o Grupo SATA e as entidades regionais em torno do conceito e mensagem de sustentabilidade?
O Grupo SATA foi pioneiro na subscrição da Cartilha da Sustentabilidade dos Açores, uma iniciativa do Governo Regional dos Açores que assenta no reconhecimento da região como destino sustentável. Ao subscrever a cartilha, o grupo compromete- se a adoptar uma gestão responsável, justa e transparente nas dimensões ambiental, social e de governança, através da definição de objectivos específicos.
Adicionalmente, as companhias aéreas do Grupo SATA foram pioneiras em Portugal ao submeterem-se voluntariamente ao processo de certificação ambiental da IATA, o que demonstra a importância que atribuem à temática da sustentabilidade encarada como um todo.
Quais os objectivos definidos pelo grupo na área da sustentabilidade e responsabilidade social?
Os objectivos do Grupo SATA assentam em três pilares. Em primeiro lugar, a responsabilidade ambiental, que passou a ser uma prioridade, com a alocação de tempo e recursos para garantir a implementação de medidas de descarbonização, eficiência energética, consumo racional, reciclagem e valorização de resíduos, gestão de embalagens, digitalização e optimização de procedimentos. Estas iniciativas são periodicamente reportadas e publicadas.
Em segundo, a responsabilidade social, que consiste em concentrar esforços e recursos internos para proporcionar aos trabalhadores um ambiente de trabalho saudável, com recursos, know-how e conhecimento, consolidado através de investimentos em formação contínua. Com vista a atingir estes e outros objectivos, a SATA integrou voluntariamente um sistema de gestão da responsabilidade social, a Norma Portuguesa NP4469, alinhada com as boas práticas nacionais e internacionais. Na prática, este sistema integra a responsabilidade social na estratégia, nos processos e na cultura organizacional da empresa, de forma estruturada, auditável e contínua.
Por fim, no que se refere à governança, que orienta as outras dimensões, o propósito vai no sentido de incentivar lideranças que ajam em conformidade com a ética organizacional e as melhores práticas empresariais.
Que reforço de operação de e para os Açores é que a SATA tem previsto para este Verão?
Para o Verão IATA, o Grupo SATA prevê uma operação global reforçada, com mais de 800 voos semanais que compreendem ligações interilhas, de e para os Açores, o que reflecte uma aposta clara na consolidação da conectividade do arquipélago. É o espelho do que apelidamos de “Missão Açores”.
O principal foco está no aumento de frequências nas ligações ao continente português (com partidas de Lisboa, Porto e Faro), que continuam a ser estruturantes, tanto para residentes como para o turismo. Mantém-se igualmente uma operação robusta para a América do Norte, com voos regulares para cidades como Boston, Toronto, Nova Iorque e Montreal, mercados historicamente muito relevantes para os Açores.
Pretendemos acrescentar a rota directa entre a ilha Terceira e o Funchal, que completará a operação regular que já existe entre a Madeira e os Açores, via Ponta Delgada. Ao nível europeu, assegura-se a continuidade das ligações a Paris e Barcelona e o regresso sazonal de Frankfurt.
Mais do que uma lógica de inaugurar rotas de forma extensiva, a estratégia passa por consolidar mercados-chave, ajustar capacidade à procura real e garantir uma operação sustentável e eficiente.
Tendo em conta a subida do preço do jet fuel e as tensões geopolíticas, que expectativas têm para este Verão?
Trata-se de um cenário que exige capacidade de adaptação. Ainda assim, acreditamos que os Açores poderão continuar a beneficiar de um posicionamento associado à tranquilidade e estabilidade, aspectos valorizados pelos viajantes.
Este contexto tem obrigado a repensar a estratégia e a operação da SATA?
O contexto actual exige uma reflexão constante e uma grande flexibilidade estratégica. Tal traduz-se, por exemplo, numa aposta mais clara em mercados considerados resilientes e alinhados com o posicionamento dos Açores, como o mercado nacional, a América do Norte e alguns mercados europeus.
A nível operacional, há uma preocupação constante em ajustar a capacidade, optimizar os recursos e assegurar a eficiência. Não se trata tanto de um reposicionamento, mas sim de uma afinação contínua da estratégia, com base em dados, no desempenho das rotas e na evolução da procura, em articulação com a estratégia global do destino.
Qual é o compromisso do Grupo SATA para continuar a desenvolver os Açores enquanto destino turístico sustentável nos próximos anos?
Enquanto principais transportadoras aéreas para e na região, as companhias aéreas do Grupo SATA assumem a responsabilidade de contribuir para um modelo de desenvolvimento turístico equilibrado que valorize o território, as comunidades e a qualidade da experiência oferecida. Isso implica continuar a investir numa operação cada vez mais eficiente e com menor impacto ambiental, reforçar a colaboração com as entidades regionais e ajustar a conectividade às necessidades do destino. O Grupo SATA pretende continuar a ser parte activa na construção de um destino preparado para o futuro, onde a mobilidade aérea funcione como um facilitador do desenvolvimento sustentável sem exercer pressão sobre o território.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo”, publicado na edição de Maio (n.º 358) da Marketeer.














