A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) lançou esta quinta-feira a campanha nacional de sensibilização “Não há desculpas que cheguem”, uma iniciativa que decorre até 6 de setembro, coincidindo com um dos períodos de maior tráfego rodoviário em Portugal.
A campanha surge numa altura em que milhares de portugueses se deslocam para férias, aumentando significativamente o volume de circulação nas estradas e, consequentemente, o risco de acidentes.
Sob um conceito direto e emocional, a campanha pretende confrontar os condutores com o impacto real das suas escolhas. Através de cenários dramáticos, as várias peças de comunicação evidenciam que comportamentos de risco — muitas vezes vistos como “justificáveis” — podem ter consequências irreversíveis.
Citado em comunicado, o presidente da ANSR, Pedro Clemente, sublinha que “durante as férias de verão, milhares de portugueses percorrem longas distâncias”, alertando que práticas como conduzir com fadiga, exceder a velocidade ou consumir álcool antes de conduzir aumentam significativamente o perigo na estrada.
A campanha reforça um conjunto de recomendações essenciais para reduzir o risco de acidentes:
Fazer pausas regulares e viajar descansado
Respeitar os limites de velocidade
Não conduzir sob o efeito de álcool
Evitar o uso do telemóvel durante a condução
O objetivo passa por recordar que o verdadeiro destino de qualquer viagem é chegar em segurança.
A iniciativa será difundida através de um plano nacional de comunicação multicanal, incluindo televisão, rádio, plataformas digitais e caixas Multibanco. A campanha estará também presente em publicidade aérea nas praias de Lisboa e do Algarve, bem como em painéis LED instalados em postos de abastecimento.
Esta estratégia permite alcançar os condutores em diferentes momentos da viagem, reforçando a eficácia da mensagem e incentivando comportamentos mais responsáveis.
A campanha conta ainda com o apoio de 311 parceiros, entre municípios, entidades públicas, forças de segurança, empresas e organizações da sociedade civil. Estas entidades irão amplificar as mensagens através dos seus próprios canais, contribuindo para uma maior sensibilização junto da população.












