Quando um stand se torna parte da estratégia da marca

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Susana Teixeira, sócia e diretora-geral da Icebergue
22/07/2026
20:02
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Quando um stand se torna parte da estratégia da marca

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Num mercado cada vez mais saturado de mensagens, fazer diferente já não depende apenas da criatividade de uma campanha. Depende da capacidade de criar experiências que traduzam, de forma autêntica, aquilo que uma marca representa.

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É neste contexto que os eventos corporativos assumem uma relevância estratégica crescente. Um stand deixou de ser um simples espaço de exposição para se afirmar como um meio de comunicação capaz de materializar a identidade, os valores e o propósito de uma marca. É uma extensão da sua identidade, onde estratégia, arquitetura, design e comunicação convergem para criar experiências memoráveis.

Quando bem concebido, um stand comunica muito para além da imagem. A arquitetura, os materiais, a iluminação, a circulação e cada ponto de contacto influenciam a perceção do visitante. O verdadeiro impacto nasce do equilíbrio entre estética, funcionalidade e emoção, quando a marca é sentida antes mesmo de ser explicada.

Esta evolução trouxe também novas responsabilidades. A sustentabilidade integra hoje a estratégia desde o primeiro esboço. Conceber estruturas reutilizáveis, privilegiar materiais duráveis e reduzir o impacto ambiental são decisões que, longe de limitar a criatividade, impulsionam soluções mais inteligentes.

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O stand da Generis para a Expofarma 2026, que conquistou o 1.º lugar na categoria de Melhor Stand, é um exemplo desta abordagem. Mais do que criar um espaço visualmente apelativo, o objetivo foi transformar os valores da marca numa experiência coerente e envolvente, demonstrando como estratégia, criatividade e execução podem reforçar a ligação entre a marca e o seu público.

Mais do que um exercício de visibilidade, um stand tornou-se uma ferramenta estratégica de relacionamento. É no contacto direto que as marcas têm a oportunidade de gerar confiança, estimular o diálogo e criar ligações que dificilmente seriam alcançadas através de outros canais. Quando cada elemento é pensado para servir uma intenção clara, o espaço deixa de ser apenas um cenário e passa a contribuir ativamente para os objetivos de comunicação e de negócio.

No final, não são os stands maiores nem os mais vistosos que deixam marca. São aqueles que conseguem criar uma ligação genuína entre a marca e as pessoas, transformando uma visita de poucos minutos numa memória duradoura.






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