Portugal não pode falhar!

Editorial
Marketeer
12/07/2011
17:49
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ricardo2Abriu-se um novo ciclo na vida portuguesa.

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E a maior verdade é que, a bem de todos nós, e das gerações futuras, Portugal não pode falhar. Os portugueses não podem falhar.

Para isso, não podemos incorrer nos mes­mos erros que incorremos no passado. Se o passado serve para alguma coisa é para apren­dermos com ele.

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Deste modo, interessa reflectir sobre al­gumas situações por que passámos nos últi­mos tempos:

Memorando da Troika – já o li atentamen­te, e não vi no mesmo um rasgo que me fizesse pensar que nós não éramos capazes de fazer o mesmo documento. Então por que não o fize­mos há mais tempo?

Reduzir o papel do Estado na Economia – muito tem sido apregoada a necessidade de reduzir o papel do Estado na Economia, mas é cada vez mais notória a dependência que o País tem do Estado. E então?

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Investimentos e Iniciativa Privada – em todos os programas e discursos, os investi­mentos e a iniciativa privada aparecem como a solução natural para o desenvolvimento de Portugal e da sua Economia. Mas como, quan­do as taxas de juro atingem valores proibitivos que levam a que os projectos se percam na rentabilidade exigida, ou quando a burocracia e as diversas leis vigentes obrigam a tanto es­forço (tempo e recursos)?

Aumento da Produtividade – muitos de­bates, programas, projectos, investimentos, e afins, têm-se debruçado sobre a necessidade imperiosa do aumento da produtividade das nossas empresas. Então, por que não aumen­tam? Talvez alguma coisa esteja errada, ou não?

Aumento da Competitividade – sendo ób­vio, têm sido divulgados estudos e programas que visam aumentar a competitividade das em­presas portuguesas, no estrangeiro, quer atra­vés de investimentos em imagem, facilidades de crédito e afins. Contudo, e exceptuando al­gumas situações de grande sucesso, tal não tem acontecido. Sabe-se correctamente o porquê? O que falta? Ou vamos voltar a fazer o mesmo?

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Participação da sociedade civil – mui­to tem sido o apelo, pelos diversos órgãos de soberania, a uma maior participação da so­ciedade civil na vida política de Portugal. Mas como? Eu próprio já participei e dei o meu contribuo em algumas iniciativas e projectos que visavam este fim, e com muito trabalho e tempo empregue, mas com resultados muito aquém do previsto;

Reter os jovens e talentos – tal como em qualquer empresa, Portugal tem de reter os seus jovens e talentos, pois é esse claramen­te o factor diferenciador e crítico de sucesso. Mas como cativar e reter essas pessoas? Au­mentou exponencialmente o número de jo­vens que se foram embora à procura de novas soluções, de projectos de vida. E agora, como vamos fazê-los voltar? Com que argumentos?

Muito mais fica por escrever, mas há um factor fundamental.

Nós, os portugueses!

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Que muitos pensamos que temos muito mais direitos do que deveres. Queremos ir a jogo? Queremos participar? Ou ficamos senta­dos apenas a criticar e injuriar?




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