Inclusão e diversidade: as chaves para o sucesso de uma empresa

NotíciasOpinião
Catarina Queiroz, Marketing Manager da Seidor
09/04/2024
20:24
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Catarina Queiroz, Marketing Manager da Seidor
09/04/2024
20:24
Inclusão e diversidade: as chaves para o sucesso de uma empresa

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Por Catarina Queiroz, Marketing Manager da Seidor

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A justiça social tende a ser, geralmente, o impulso inicial para incluir políticas de inclusão e diversidade nas organizações. As empresas têm percebido que estes factores contribuem para ter vantagem competitiva e que, frequentemente, se revelam como um dos mais relevantes impulsionadores do crescimento.

Podemos encontrar diversos exemplos de estudos que reforçam e demonstram a estreita relação entre a diversidade e o desempenho de uma empresa. No entanto, a evolução das iniciativas de diversificação tem sido mais lenta do que gostaríamos.

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Muitas empresas continuam sem saber como podem usar estes conceitos de forma eficaz para apoiar as suas metas de crescimento e criação de valor. Na realidade, apenas um terço das empresas actualmente mede a inclusão, embora isso se tenha vindo a revelar essencial para progredirem.

Quando falamos em diversidade, significa que, sendo as empresas um reflexo da sociedade em geral, é importante que tenham uma maior quota de mulheres, não só mas também em cargos de responsabilidade (médios e altos), bem como uma maior composição étnica e cultural diversificada. Ao falarmos de um ambiente de trabalho inclusivo, consideramos aquele em que os colaboradores se sentem valorizados e parte integrante de uma organização que reconhece as diferenças, contribuindo para a sua cultura e para os resultados do negócio.  Nesse ambiente inclusivo, preconceito, discriminação e desigualdade não devem existir.

Um estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho partilhou algumas mensagens para alcançar uma mudança transformadora e sustentável, que são aplicáveis ​​em todo o Mundo, a todas as organizações e a todos os grupos e níveis da força de trabalho:

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·        A diversidade e a inclusão devem ser uma prioridade e fazer parte da estratégia e da cultura.

·        Deve haver diversidade nos cargos superiores (direcção e administração).

·        Gestores séniores, managers e colaboradores devem sentir-se, modelos desta cultura inclusiva.

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·        As acções que garantem a diversidade e a inclusão devem ser transversais à organização e aplicadas ao longo de todo o processo de gestão de talento, abrangendo recrutamento, desenvolvimento e retenção.

Os benefícios de ter locais de trabalho inclusivos e com diversidade cultural não são apenas éticos, mas também acabam por se reflectir no desempenho e sucesso das empresas:

– Maior crescimento de receita;

– Maior vontade e capacidade de inovação;

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– Maior capacidade e sucesso no recrutamento de talento;

– Maior retenção de colaboradores. De acordo com vários relatórios realizados pela organização “Best Place to Work”, quando os colaboradores sentem que todos são tratados com igualdade e justiça, independentemente dos critérios de raça, género, orientação sexual ou idade, a sua motivação para trabalhar aumenta até 9,8 vezes, o orgulho que sentem por trabalhar na empresa aumenta 6,3 vezes e a vontade de continuar a ser colaborador por muito mais tempo, cresce até 5,4 vezes mais.

Dito isto, não me parece que possamos estranhar que, ao ponderar o seu futuro profissional, as novas gerações de talento optem por empresas que contribuam para um mundo mais “igual”, mais sustentável, mais justo e mais tolerante. Para isso, as empresas devem implementar práticas e processos que visem acabar com a diferença, que quebrem as barreiras da inclusão e que, principalmente, valorizem e apoiem a diversidade.




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