COMO SERÁ?

nova-imagem-8portugal está na falência! Bem, está quase na falência, digo eu, que sou um incorrigível optimista.

E a razão desta falência é a explicação mais simples que existe, pois é a mesma situação que aconteceria nas nossas empresas, ou mesmo, em nossa casa. Se todos os anos, um após o outro, gastamos mais do que temos, só conseguimos sobreviver à conta do crédito, leia-se dinheiro emprestado.

Só que, e como decerto acontece em todo o lado, se estivermos todos os anos a pedir emprestado, as entidades que nos emprestam começam a ter dúvidas que sejamos capazes de pagar. Ora, é o que está a acontecer ao País.

Tenho algumas dúvidas sobre as melhores opções para podermos ultrapassar a difícil fase em que nos encontramos. Agora tenho a certeza que não é, não trabalhando, que vamos solucionar alguma coisa. E assim a greve geral já marcada para Novembro, não sei para que, ou a quem, servirá, mas decerto que não é a Portugal, nem aos portugueses. O que é preciso é trabalhar cada vez mais e melhor!

Também não é tentando aumentar desmesuradamente as receitas do Estado, que vamos lá. Aliás, porque muitas vezes o efeito anula-se.

Quanto ao IRC, cada vez há mais falências, e empresas que têm prejuízos. Também não me parece que seja castigando as grandes empresas que se chega a bons resultados. Com a livre circulação de capitais e a não harmonização das políticas fiscais, mesmo nos membros da União Europeia, há outros riscos sérios associados, como o da deslocalização das sedes das empresas.

Também não será castigando sucessivamente o IRS e IVA, que vamos atingir os resultados desejados. É evidente que estes aumentos levam a que haja menos rendimento disponível por parte de empresas e particulares, resultando daí os evidentes efeitos em bola de neve para toda a cadeia de produção e distribuição. Menor rendimento, menor propensão para o consumo, menor produção, menor consumo de matérias-primas, menos trabalho, etc., etc., e obviamente os devidos reflexos nas receitas de IRS e IVA.

Quanto a outros impostos, IA e ISP, também terão os seus reflexos nesta menor taxa de propensão ao consumo.

E assim chegamos ao outro lado do balanço. O da despesa da máquina do Estado. Aquele lado em que parece ser muito mais difícil mexer.

Do lado da despesa, não temos muitos dados para podermos opinar.

E se os nossos governantes têm sérias convicções e certezas que são necessárias 700 fundações, 400 institutos públicos, centenas de empresas municipais, quase 1 milhão de funcionários públicos, centenas de milhões investidos, ou gastos, nas parcerias público-privadas, mais 400 milhões despejados no BPN, para poder pôr o País a funcionar, quem somos nós para dizer o contrário…

Enfim! Aos gregos foi-lhes proposto vender algumas ilhas. Os ingleses estão a ponderar vender as florestas. E nós? Temos alguma coisa para vender?

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