Como seguradora, a CA Seguros acredita no seu dever de proteger os clientes, garantir a sustentabilidade económica da carteira e contribuir para maior consciência sobre prevenção e adaptação.
Num contexto exigente, marcado por incerteza económica, aumento dos custos de reparação e maior frequência de fenómenos climáticos severos, o balanço da CA Seguros do ano 2025 é positivo. Num ano exigente para o sector segurador, a CA Seguros manteve crescimento sustentado, disciplina técnica, qualidade de serviço e proximidade aos seus clientes.
Encerrou o ano com uma carteira superior a 460 mil clientes e 840 mil apólices em vigor. «Os principais impulsionadores foram a ligação às Caixas Agrícolas, o conhecimento do território, a inovação nos canais de interacção com o cliente e uma gestão prudente do risco», enumera João Pedro Borges, presidente do Conselho de Administração Executivo da CA Seguros. No entanto, o profissional não tem dúvidas em afirmar que mais do que crescer em dimensão, importa à CA Seguros crescer bem: com soluções adequadas, capacidade de resposta e relações de longo prazo.
Por aqui acredita-se que a proximidade continua a ser distintiva porque o seguro é uma relação de confiança. Num mercado mais digital e competitivo, os clientes valorizam rapidez e simplicidade, mas também aconselhamento, clareza e presença nos momentos críticos.
A CA Seguros beneficia da ligação à rede das Caixas Agrícolas, presente no território e próxima das realidades locais. Esta relação permite compreender melhor as necessidades de protecção de cada cliente e propor soluções mais ajustadas.
E se é verdade que a digitalização não substitui esta proximidade, também o é que a reforça. «A nossa ambição é combinar canais digitais simples com uma relação humana próxima, competente e responsável», explana João Pedro Borges.
Resposta às tempestades
As tempestades recentes criaram uma pressão excepcional sobre todo o sector, com um volume de participações muito acima do ritmo normal. A resposta da CA Seguros diferenciou-se pela rapidez de mobilização, pelo reforço operacional e pelo acompanhamento próximo dos clientes afectados.
«Activámos um plano especial de resposta, reforçando as equipas de Sinistros, Atendimento ao Cliente e Assistência.
Alargámos a articulação com peritos no terreno e adoptámos procedimentos mais ágeis de regularização, sempre que a informação disponível permitia uma decisão responsável», conta o responsável.
Foram ainda reforçados os canais digitais – App CA Seguros, CA Seguros Online e WhatsApp – para facilitar a participação e o acompanhamento dos processos.
O papel das mais de 600 agências do Crédito Agrícola foi igualmente decisivo, pela proximidade e conhecimento das comunidades afectadas. A prioridade foi estar ao lado dos clientes quando mais precisavam, com uma resposta humana, célere e rigorosa.
Semanas e meses que permitiram à CA Seguros beber aprendizagens para o presente e o futuro. A principal aprendizagem é que os riscos climáticos têm de ser analisados com maior granularidade e antecipação. Já não basta olhar para o risco de forma agregada; é necessário conhecer melhor a exposição concreta de cada imóvel, localização e território.
João Pedro Borges explica: «Essa aprendizagem influencia a forma como avaliamos a carteira, subscrevemos novos riscos e pensamos a evolução da oferta. Temos vindo a reforçar a utilização de informação georreferenciada e de modelos de avaliação de riscos naturais.»
Estas ferramentas permitem identificar zonas de maior exposição, compreender acumulações de risco e ajustar melhor as soluções propostas. Promovem também maior transparência sobre coberturas, capitais seguros, prevenção e adequação do prémio ao risco. O objectivo não é apenas reagir melhor a eventos extremos. É preparar clientes, rede comercial e companhia para uma realidade climática mais instável.
A verdade é que o risco climático deixou de ser um cenário futuro para ser um factor crítico no presente. Como tal, o risco climático é hoje uma dimensão central da estratégia da CA Seguros. Influencia a subscrição, a tarifação, a gestão da carteira, o resseguro, a prevenção e a forma como comunicam com os clientes.
«Estamos a investir em maior capacidade analítica, com recurso a georreferenciação, informação territorial e modelos de riscos naturais, para avaliar melhor a exposição dos imóveis a tempestades, inundações, incêndios ou outros eventos extremos», confidencia João Pedro Borges.
Mas o tema climático não é apenas técnico. Tem também uma dimensão de responsabilidade. «Como seguradora, devemos proteger os clientes, garantir a sustentabilidade económica da carteira e contribuir para maior consciência sobre prevenção e adaptação. A resposta exige equilíbrio: acessibilidade das soluções, rigor na avaliação e capacidade de cumprir a promessa feita ao cliente.»
Na verdade, uma análise mais precisa dos riscos naturais permite distinguir situações que parecem semelhantes, mas que têm perfis de risco diferentes. Dois imóveis com características próximas podem estar expostos de forma distinta a inundações, tempestades ou incêndios, dependendo da localização, envolvente e vulnerabilidade construtiva. «Ao integrar informação territorial e climática mais detalhada, conseguimos tomar decisões de subscrição e tarifação mais consistentes.» Para o cliente, isto traduz-se em propostas mais adequadas, maior clareza sobre as coberturas recomendadas e melhor explicação dos factores que influenciam o prémio.
Esta abordagem também reforça a prevenção. João Pedro Borges explica: «Quando conhecemos melhor o risco, aconselhamos melhor sobre capitais seguros, coberturas opcionais e medidas de mitigação. A tecnologia é relevante, mas o essencial é simples: mais transparência, maior adequação das soluções e confiança.»
Mas num mundo em constante mudança, o papel da CA Seguros está longe de terminar. As prioridades para os próximos anos passam por continuar a crescer com equilíbrio, reforçando os pilares que a distinguem: proximidade aos clientes, ligação à rede das Caixas Agrícolas, qualidade de serviço e prudência na gestão do risco.
Os trabalhos passarão por aprofundar a análise dos riscos climáticos, evoluir na experiência digital, explorar o potencial da inteligência artificial de forma responsável e reforçar a cibersegurança e a resiliência operacional. «São dimensões críticas num contexto de maior exigência regulatória e expectativas crescentes dos clientes», assegura o responsável. E acrescenta: «Queremos também simplificar processos, melhorar a clareza da comunicação e reforçar a transparência das soluções que propomos.»
Finalmente, mas não menos importante, manterão o investimento nas pessoas. Tecnologia, dados e inovação são fundamentais, mas são as pessoas – as equipas da CA Seguros e a rede das Caixas Agrícolas – que transformam essa capacidade em confiança, protecção e valor real para os clientes.
Envolver as equipas
Aliás este é uma forma de encarar as equipas que já vem bem de trás. E os resultados estão à vista: em 2025, a CA Seguros foi distinguida nos BECX, Best Workplaces, People Engagement e Best Small & Medium Workplaces in Europe. Trata-se de reconhecimentos que têm um significado muito especial para a CA Seguros. «Representam uma validação externa do caminho que temos seguido: investir nas pessoas, promover uma cultura de confiança e criar condições para que as equipas se sintam envolvidas e alinhadas com o propósito da companhia », salienta.
São prémios que os orgulham dentro da CA Seguros, mas que também aumentam a responsabilidade. «A experiência dos colaboradores é uma condição essencial para prestar um bom serviço aos clientes. Equipas motivadas, competentes e comprometidas fazem a diferença na forma como acolhem, esclarecem e acompanham os clientes.» Por isso, estes prémios são simultaneamente um reconhecimento e um estímulo para continuar a melhorar.
Por aqui acredita-se que o investimento nas pessoas e na experiência dos colaboradores tem impacto directo na qualidade do serviço e nos resultados da CA Seguros. Num sector como o segurador, a qualidade do serviço depende muito da competência técnica, da empatia e da capacidade de resposta das pessoas, comenta o responsável asseverando que «a tecnologia ajuda, mas são as equipas que transformam processos, dados e sistemas em soluções concretas para os clientes».
E acrescenta: «Quando investimos no bem-estar, na formação e na experiência dos colaboradores, estamos também a investir na experiência dos clientes. Colaboradores mais preparados e envolvidos respondem melhor, explicam melhor e contribuem para decisões mais consistentes.»
Na CA Seguros, reconhece-se que resultados sustentáveis dependem desta ligação: pessoas valorizadas, serviço de qualidade, confiança e desempenho económico equilibrado.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Seguros”, publicado na edição de Maio (n.º 358) da Marketeer.












