Amazon cobra milhões por lugares de destaque no “Holiday Toy Guide”

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Marketeer
18/10/2019
11:26
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brinquedo praia camiao

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O castelo da Disney criado pela Lego e o unicórnio mágico da VTech são apenas alguns dos cerca de 1700 artigos em destaque no “Holiday Toy Guide” da Amazon. Trata-se de uma lista cujos produtos são escolhidos cuidadosamente pela gigante do comércio electrónico, um conjunto de sugestões para pais que procuram ideias de presentes para os mais novos.

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Contudo, esta curadoria não é gratuita. A Amazon cobra milhões à indústria dos brinquedos para que os seus artigos sejam sequer considerados para estes lugares de destaque. De acordo com a Bloomberg, as marcas podem ter de pagar até dois milhões de dólares (1,8 milhões de euros): quanto mais pagarem, mais produtos podem integrar no guia da época festiva. Documentos a que a agência noticiosa teve acesso indicam que a Amazon esperava vender até 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros) em patrocínios associados ao “Holiday Toy Guide”.

Vender publicidade na sua plataforma é legal, mas a forma como o faz e a transparência com que o faz já pode ser questionada. O regulador norte-americano dedicado à defesa do consumidor considera que a Amazon deverá tornar mais clara esta prática, indicando os valores envolvidos, por exemplo. Robert Weissman, president da Public Citizen, sublinha que os consumidores valorizam mais as recomendações de fontes independentes, o que faz com que as empresas tenham tendência para esconder o preço pago para os seus produtos serem recomendados.

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«Não escrevem ‘anúncio pago’ porque muda completamente a forma como os consumidores percepcionam a informação», afirma o responsável. «Se a lista é completamente, ou em parte, publicidade paga, as pessoas têm o direito de saber», conclui.

A Amazon, por seu turno, compara os pagamentos que recebe para estas listas com o montante que as marcas pagam para terem lugares de destaque nas prateleiras.




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