Reconhecer e promover talentos emergentes no panorama teatral e musical são os desígnios, respectivamente, dos Prémios Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II e Novos Talentos Ageas.
O actor, dramaturgo e encenador Marco Mendonça é o vencedor da 6.ª edição do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II. Trata-se de um galardão de carácter anual que pretende reconhecer e promover talentos emergentes no panorama teatral.
O anúncio foi feito numa cerimónia que decorreu no Teatro Variedades, em Lisboa, e que antecedeu a estreia do espectáculo “O Nariz de Cleópatra, pois claro!”, com direcção de Cristina Carvalhal.
«O Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II pretende reconhecer e promover os talentos emergentes no teatro, motivando os jovens a desenvolverem o seu percurso profissional neste sector. É, por isso, com enorme orgulho que, pelo sexto ano consecutivo, o Grupo Ageas Portugal e o Teatro Nacional D. Maria II se unem para reconhecer o talento que existe no nosso País. É também um privilégio para nós assistir ao reconhecimento de jovens talentos, pois acreditamos que este prémio pode ter um real e positivo impacto nas suas carreiras artísticas», refere Teresa Thöbe, responsável de Marca, Parcerias e Patrocínios do Grupo Ageas Portugal.
Marco Mendonça (1995) começou o seu percurso profissional em 2014, com a companhia Os Possessos. Em 2015, terminou a licenciatura na Escola Superior de Teatro e Cinema e iniciou um estágio de um ano no Teatro Nacional D. Maria II. Com João Pedro Leal e Eduardo Molina criou “Parlamento Elefante”, projecto vencedor da Bolsa Amélia Rey Colaço (2019), e “Cordyceps”, peça apoiada pela Rede 5 Sentidos (2021). Assinou a sua primeira criação a solo em 2023 – “Blackface”, a que se seguiu “Reparations Baby!”, estreada em Junho de 2025. Para além do trabalho em teatro, cinema e televisão, Marco Mendonça integra ainda o elenco do espectáculo “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, de Tiago Rodrigues.
Para Marco Mendonça, o maior privilégio, antes de qualquer elogio, é poder trabalhar na área que escolheu. «Tive a sorte de me cruzar com pessoas que me ensinaram muito, tanto na escola de teatro como ao longo do meu percurso profissional. Dei os primeiros passos numa casa grande e acolhedora como o Teatro Nacional D. Maria II. Por isso, este prémio tem um sabor especial: faz-me sentir que pertenço, não apenas a um lugar, mas à história de um lugar. Acredito num teatro nacional que represente o País na totalidade dos seus lugares, culturas e paradoxos. Um teatro que revele mais histórias de pertença. Acredito neste prémio porque acredito no futuro do teatro em Portugal.»
O Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II tem um valor pecuniário de 5.000 euros e é atribuído, a título individual, a profissionais de teatro até aos 30 anos, cujo trabalho artístico se tenha destacado.
«Este prémio é um contributo para a vitalidade, o crescimento e o rejuvenescimento do teatro português», afirma Rui Catarino, presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II. «Marco Mendonça é um exemplo inspirador de jovem actor, encenador e dramaturgo, que tem trazido para o palco questões centrais das sociedades democráticas contemporâneas”, acrescenta.
PRÉMIO NOVOS TALENTOS AGEAS
O jovem trombonista Gonçalo Nova é o vencedor da 7.ª edição do Prémio Novos Talentos Ageas. Na final, realizada na Casa da Música, conquistou os elementos do júri e o público da Sala Suggia com “Improvisation n.º 1” para trombone, de Enrique Crespo, e “Concerto n.º 2 em Lá M” para trombone e piano, de Eugen Reiche.
O Prémio Novos Talentos Ageas, uma parceria entre o Grupo Ageas Portugal e a Fundação Casa da Música, distingue e incentiva o trabalho de músicos até aos 35 anos e de nacionalidade portuguesa ou com residência em Portugal, nas áreas da criação, interpretação e/ou desempenho em palco, em todos os géneros musicais. Ao vencedor são, também, atribuídos 5.000 euros.
«Acreditamos que os talentos devem ser descobertos, apoiados e celebrados. O Prémio Novos Talentos Ageas trabalha nesse sentido – é mais do que um reconhecimento artístico, é uma oportunidade para impulsionar o futuro de jovens músicos que, com a sua criatividade e dedicação, enriquecem o panorama cultural do nosso País. Juntamente com a Fundação Casa da Música, temos orgulho em contribuir para que estes artistas transformem o seu potencial em carreiras inspiradoras, que marcam gerações e que deixam, certamente, uma assinatura única na história da música portuguesa», refere Teresa Thöbe.
Gonçalo Nova nasceu em 2003, no Porto, e iniciou os seus estudos musicais em Trombone Tenor, aos 6 anos, no Conservatório de Música do Porto. Desde 2021, estuda na Hochschule für Musik Freiburg, na Alemanha. Tem tocado como 1.º Trombone Solo com as orquestras filarmónicas de Munique e de Freiburg e Orquestra Estatal de Estugarda. É membro do EBE – Ensemble, constituído pela classe de trombones da Hochschule für Musik Freiburg, com o qual realizou uma digressão no Japão, em Janeiro deste ano. Premiado em diversos concursos nacionais e internacionais, conquistou, em 2022, a Bolsa de Mérito da Fundação Helene Rosenberg, da Hochschule für Musik Freiburg. Em 2023, tornou-se bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Seguros”, publicado na edição de Novembro (n.º 352) da Marketeer.












