Quem disse que um conjunto de geometria serve apenas para as aulas de matemática? A Chanel decidiu reinterpretar um dos objetos mais comuns das mochilas escolares e transformá-lo num acessório de luxo, com um preço que ultrapassa os 1.000 euros.
Integrado na coleção Pré-Fall/Winter 2026, o novo Geometry Set da maison francesa inclui régua, esquadro, transferidor e compasso, todos produzidos em metal prateado e acompanhados por um estojo em pele de vitela preta. O conjunto apresenta ainda vários apontamentos com o icónico logótipo duplo C da marca, reforçando o posicionamento do objeto como um acessório de moda e não apenas como um instrumento de desenho técnico.
Disponível no site oficial da Chanel por 1.200 euros na Europa (ou 1.350 dólares nos Estados Unidos), o produto integra uma coleção onde a marca aplica os seus códigos estéticos a objetos do quotidiano, numa estratégia que procura expandir o universo Chanel para além do vestuário e da marroquinaria.
O lançamento rapidamente gerou reações nas redes sociais e em publicações especializadas em design e moda. Para muitos utilizadores, trata-se de mais um exemplo da capacidade das marcas de luxo para transformar objetos banais em peças de desejo. Outros questionam até que ponto um conjunto de geometria pode justificar um preço equivalente ao de um computador portátil ou de uma viagem internacional.
Ainda assim, especialistas apontam que o produto dificilmente foi pensado para estudantes. Em vez disso, posiciona-se como um objeto de coleção, destinado aos clientes habituais da Chanel e aos consumidores que valorizam artigos exclusivos e edições limitadas.
A aposta enquadra-se numa tendência crescente entre as casas de luxo, que têm vindo a reinterpretar produtos do quotidiano – de skates e bolas de basquetebol a halteres, jogos de cartas ou utensílios domésticos – transformando-os em peças de lifestyle capazes de reforçar a identidade da marca e gerar conversa nas redes sociais.












