Recuperação à vista? Facturação em Portugal ultrapassa valores pré-pandemia

Especial Covid-19Notícias
Marketeer
29/07/2020
14:37
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A segunda e a terceira semana de Julho trouxeram boas notícias ao mercado português: a facturação dos negócios superou os valores pré-pandemia. De acordo com dados da Reduniq, só na terceira semana deste mês, o valor total facturado ultrapassou em 5% o registado na primeira semana de Março. Nos primeiros dias de Julho, o aumento tinha sido de 1% face ao mesmo período.

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Tiago Oom, director da Reduniq, sublinha que o facto de a «facturação ter crescido consecutivamente em Portugal durante cinco semanas, tendo-se registado o maior aumento na semana de 28 de Junho a 4 de Julho, em que o valor total facturado subiu 10% em relação à semana anterior».

Verifica-se também um crescimento da facturação estrangeiro: esta categoria teve um peso 10,41%, ou seja quase o dobro de Junho. A Reduniq justifica este resultado com a reabertura das fronteiras, mas lembra que fica muito abaixo dos 25,62% registados no período homólogo.

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Destaque ainda para as tecnologias contactless, que continuam em destaque em tempo de pandemia: este tipo de pagamentos representou 26% da facturação total em Julho versus 6% no período homólogo.

«Estes números demonstram igualmente que, após um período de desconfinamento faseado, os portugueses estão cada vez mais a regressar aos seus hábitos de consumo quotidianos e a retomar as suas actividades de lazer (como regressar aos ginásios, jantar fora, etc.), respeitando sempre as recomendações impostas pelas autoridades de saúde», acrescenta Tiago Oom.

Hotelaria contraria tendência

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De Junho para Julho, nota-se uma recuperação da variação homóloga em quase todos os sectores analisados, com excepção da área da saúde. Farmácias (56%), retalho alimentar tradicional (35%) e eletrodomésticos/tecnologia (25%) são os sectores com as variações homólogas positivas que mais se destacam.

Verificou-se também uma recuperação geral relativamente ao número de pontos de venda activos por sector face a Fevereiro. Em sentido inverso encontra-se a área da hotelaria e actividades turísticas, a operar 20% abaixo de Fevereiro – ainda assim, está a recuperar desde Abril, quando tinha apenas 32% de pontos de venda activos.

Quanto a perdas acumuladas desde o início do ano até 18 de Julho, face ao ano passado, o sector de hotelaria e actividades turísticas apresenta perdas na ordem dos 69%. Tiago Oom diz que é um «cenário preocupante, sobretudo num sector que em 2019 já representava 8,7% do PIB nacional».

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Contudo, ressalva, «encontra-se em crescimento há quatro semanas consecutivas, com destaque para a semana da abertura das fronteiras, em que o crescimento da facturação rondou os 40% face à semana anterior».

Moda, perfumarias e restauração também estão entre os sectores que mais sofrem com a pandemia: as perdas acumuladas até 18 de Julho são de 46, 43 e 38%, respectivamente.




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