M.ª João Vieira Pinto
Directora de Redacção Marketeer
É dos que se lembra quando, para marcar encontro com alguém na praia, era junto à bola da Nivea? Pois é. Não havia telemóveis nem sequer pagers, cumpria-se nas horas e todos conseguíamos estar. Sempre. Não acompanhávamos ao segundo por onde é que cada um andava ou como é que andava. Acreditávamos, confiávamos na palavra e no cumprimento.
E a bola da Nivea, essa mantinha-se ali, bem elevada e destacada em qualquer areal, permitindo ver ao longe e funcionando como bússola para o encontro. Para a minha geração foi elemento marcante e que não se esquece. Longe eu de saber que a marca estava a “activar no areal”, mas que o fez de tal forma que, hoje, há quem a indique como a melhor acção de branding na praia.
Num dos principais meses de férias para os portugueses, aquele bicho papão em algumas empresas, mas que é pedra de toque para a sanidade do colaborador e manutenção da criatividade, a Marketeer foi tentar perceber isso mesmo. Não, não foi procurar a bola da Nivea ou outras activações a norte ou a sul. Fomos, sim, perguntar a 10 marketeers até que ponto são influenciados por marcas que lhes chegam no momento de aparente maior descanso.
Porque este é um território emocional e onde, quem por lá está, estende a toalha de alma tranquila para receber o que chega por bem.
Hoje, não há bola da Nivea. Mas diga lá se alguma vez se esquece dos cinzeiros da Vodafone, ou de algumas cervejinhas geladas que a Sagres sempre fez questão de oferecer?
Já tinha pensado nisto?
Editorial publicado na revista Marketeer n.º 361 de Agosto de 2026












