O Mac tem fama de ser mais seguro do que o Windows. Os dados contam uma história diferente

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Marketeer
21/08/2026
15:03
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O Mac tem fama de ser mais seguro do que o Windows. Os dados contam uma história diferente

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O macOS continua a beneficiar de uma reputação de sistema operativo particularmente seguro, mas os hábitos dos seus utilizadores podem estar a criar uma falsa sensação de proteção. Uma análise da Kaspersky junto de 7.200 pessoas em 18 países, revela que 12% dos utilizadores de macOS afirmam ter sido vítimas de malware no último ano, contra 9% entre os utilizadores de Windows.

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A diferença estende-se a outros tipos de ciberameaças. Ao mesmo tempo, os utilizadores de Mac adotam menos algumas das principais medidas de segurança, sendo que apenas 35% dizem utilizar software de segurança dedicado, face a 42% dos utilizadores de Windows.

A Kaspersky identifica assim um desfasamento entre a perceção de segurança associada ao macOS e os comportamentos efetivamente adotados pelos seus utilizadores. Segundo a empresa, os utilizadores de Windows apresentam uma maior adoção da maioria das medidas de segurança analisadas, enquanto os de macOS revelam apenas uma ligeira vantagem em algumas práticas relacionadas com a privacidade.

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Um dos exemplos mais claros está na forma como os utilizadores lidam com mensagens potencialmente perigosas. 62% dos utilizadores de Windows afirmam evitar abrir emails ou ligações suspeitas, enquanto essa prática é adotada por apenas 51% dos utilizadores de macOS.

A diferença surge também nos resultados, com 12% dos utilizadores de Mac inquiridos a dizerem ter sido vítimas de phishing no último ano, contra 9% dos utilizadores de Windows. No caso das burlas e fraudes de investimento, a incidência reportada entre utilizadores de macOS chega aos 16%, face a 13% no Windows.

As diferenças são ainda maiores no roubo de dados pessoais, que afetou 12% dos utilizadores de Mac, contra 7% dos utilizadores de Windows. Já as violações de privacidade foram reportadas por 11% dos utilizadores de macOS, contra 8% dos utilizadores de Windows.

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Os dados não significam necessariamente que o macOS seja intrinsecamente menos seguro do que o Windows. Mostram, antes, que a segurança de um dispositivo depende também do comportamento do utilizador e das camadas adicionais de proteção utilizadas.

A diferença mantém-se quando se analisam práticas relacionadas com palavras-passe e autenticação. Os utilizadores de Windows apresentam uma maior propensão para utilizar uma palavra-passe diferente em cada conta: 38%, contra 35% entre os utilizadores de macOS. Também são mais numerosos os que utilizam palavras-passe complexas (52% contra 45%) e autenticação de dois ou múltiplos fatores (51% contra 46%).

Para a Kaspersky, a utilização de um gestor de palavras-passe pode constituir um passo adicional na proteção das credenciais. Estas ferramentas permitem armazenar palavras-passe num cofre digital protegido, além de suportarem métodos de autenticação como passkeys.

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A perceção de que os computadores da Apple são menos interessantes para os cibercriminosos tem algumas raízes históricas, nomeadamente a menor dimensão da base de utilizadores face ao Windows e os mecanismos de segurança integrados no sistema operativo.

“Persistem estereótipos enraizados de que o macOS é, por natureza, mais seguro, quer porque a sua base de utilizadores é mais reduzida, levando os cibercriminosos a considerá-lo um alvo de menor valor, quer porque a própria plataforma integra um vasto conjunto de funcionalidades de segurança robustas. Embora estas perceções não sejam totalmente infundadas, o panorama das ciberameaças evoluiu de forma significativa”, afirma Sergey Puzan, especialista em cibersegurança da Kaspersky, citada em comunicado.

“Os atacantes recorrem ativamente a campanhas de phishing e a ataques à cadeia de abastecimento, que muitas vezes lhes permitem comprometer utilizadores de qualquer sistema operativo numa única campanha de malware. Além disso, o malware desenvolvido especificamente para macOS não é raro, existindo numerosas famílias de malware que visam exclusivamente os computadores Mac. Consequentemente, qualquer dispositivo com ligação à Internet, independentemente do seu sistema operativo ou formato, necessita de software de cibersegurança para se proteger contra um vasto leque de ciberameaças”, acrescenta.

A análise do centro de estudos de mercado da Kaspersky envolveu 7.200 inquiridos de 18 países, nomeadamente Brasil, China, Colômbia, Egito, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Malásia, México, Rússia, Arábia Saudita, Espanha, África do Sul, Tailândia, Turquia e Vietname.




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