Pestana quer abrir 20 hotéis a três anos e leva CR7 para Marraquexe

O plano mais ambicioso de sempre. É desta forma que José Roquette, Chief Development Officer do Pestana Hotel Group, caracteriza a estratégia de expansão em curso do grupo fundado por Dionísio Pestana e que irá mesmo levar a marca CR7 para Marraquexe, já em 2019.

Em pipeline para os próximos três anos estão nem mais que 20 hotéis, o que significará um investimento global de 200 milhões de euros – cerca de metade dos quais aplicados em unidades em Portugal –  e um aumento da capacidade em três mil novos quartos. Ou não fosse ambição já declarada do grupo ultrapassar o patamar dos 15 mil quartos até 2020, em regime de propriedade, leasing ou management. Ou seja, será sempre um crescimento orgânico e não por aquisição, segundo José Roquette: «Não irão ver o Grupo Pestana dar saltos como a compra de outra cadeia hoteleira», garantiu!

O plano hoje apresentado destaca a conquista de capitais europeias e o “sonho americano”, assentes numa estratégia «de diversificação mas de solidez».

Por pontos, e segundo o Chief Development Officer do Pestana Hotel Group, é objectivo reforçar a liderança nacional «com projectos em todas as regiões», afirmar a marca a nível europeu – estando em cima da mesa entre três a cinco projectos–, expandir no mercado norte-americano e destacar as marcas Pestana Collection Hotels e Pestana CR7 Lifestyle Hotels. Este último, de resto, terá então nova unidade a abrir dentro de 18 meses em Marraquexe, na M Avenue, no âmbito de uma parceria com um grupo marroquino e que prevê um contrato de arrendamento por parte do Grupo Pestana por um período de 20 anos. Até porque é «ambicioso» o plano de crescimento que o grupo tem para a marca CR7, confirmou.

Ainda em Marraquexe está em curso outro hotel, de quatro estrelas, na Medina. «Queremos afirmar a marca neste mercado e alargar a oferta», declarou o responsável.

Portugal responde neste momento por 64% do total de quartos do grupo, prevendo-se que ao longo deste ano abram cinco unidades: A Brasileira no Porto, em Março, Tróia e Amoreira no Verão, o Churchill na Madeira, em Outubro, e o Pestana Óbidos no final do ano. Ainda este ano prevista está a abertura do hotel na Plaza Mayor, Madrid.

Com 23% do total de quartos, a América Latina não merecerá grande investimento (à excepção do projecto de Montevideu), assim como África, que responde hoje por 8%. A América do Norte chama a si 1% da oferta, tendo o grupo quatro projectos em cima da mesa para este mercado, onde considera haver «uma grande capacidade de crescimento».

«Abrimos 20 hotéis nos últimos seis anos e queremos abrir outros 20 nos próximos três», reforçou José Roquette, sublinhando o facto de o grupo se preparar para alcançar o top 25 europeu e o top 100 mundial.

Texto de Mª João Vieira Pinto

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