Instagram tem um impacto negativo sobre as jovens. E sabe-o

Ao longo dos últimos dois anos, o Facebook não divulgou o resultado de estudos internos que indicavam que o Instagram piorou a auto-estima e imagem corporal das jovens adolescentes.

Numa das apresentações realizadas internamente acerca desses estudos, surge a conclusão de que 32% das jovens afirmaram que, quando se sentem inseguras com o seu corpo, o Instagram acentua esse sentimento. Essas informações foram divulgadas numa reportagem do Wall Street Journal.

Outros resultados obtidos revelam que 13% dos adolescentes no Reino Unido e 6% dos adolescentes dos Estados Unidos da América associavam pensamentos suicidas à utilização do Instagram. Nessa apresentação, era mencionado de que o Facebook piorou a percepção da imagem corporal numa em cada três jovens.

O Facebook já reagiu em comunicado, afirmando que a reportagem do Wall Street Journal foca-se apenas num conjunto limitado de conclusões com uma conotação negativa.

Sem negar os facos apresentados pelo Wall Street Journal, o comunicado do Facebook refere que estes estudos revelam a preocupação e compromisso em lidar com assuntos que perturbam os jovens, afirmando que estes estudos visam melhorar a experiência dos consumidores.

No espectro positivo, o Facebook recorda um inquérito do Pew Research Center, em 2018, que apurou que 81% dos adolescentes norte-americanos afirmavam que as redes sociais ajudavam-nos a sentir-se mais próximos dos seus amigos.

No entanto, em Maio deste ano, Adam Mosseri, responsável do Instagram, afirmou que os estudos da empresa não revelavam que a rede social tinha um impacto negativo na saúde mental dos jovens.

De realçar que há várias marcas preocupadas com a percepção que os jovens têm do seu corpo, apelando, por exemplo, à publicação de fotografias sem edição, como o caso da Dove. Recorde aqui a entrevista com Sofia Bargiela, responsável de Dove Portugal, acerca da manipulação digital nas redes sociais.

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