Identificação biométrica chegou ao retalho

Lojas, estádios e outros espaços onde se realizam eventos de entretenimento já utilizam recursos biométricos para controlar funcionários ou detectar roubos. Porém, estas não são as únicas áreas em que esta tecnologia pode ser útil: há também cada vez mais retalhistas a aproveitar a evolução destas ferramentas para fins publicitários ou promocionais.

Segundo o relatório “Biometric Marketing 2019” do eMarketer, os retalhistas estão a recorrer a sistemas de monitorização de comportamentos e de reconhecimento de voz para compreender melhor o que os motiva e o que desejam os consumidores. No fundo, trata-se de passar para as lojas físicas aquilo que já acontece online com as cookies.

A informação recolhida pode ser usada, mais tarde, para comunicar com os consumidores através dos seus telemóveis ou painéis multimédia dentro das lojas, por exemplo. Câmaras e sensores inteligentes fazem parte do rol de equipamentos utilizado.

«A partir do momento em que as companhias usam este tipo de tecnologia para prevenir crimes, não existe razão nenhuma para que não possam usá-la também para aumentar as vendas juntos dos seus clientes», afirma Arturo Falck, CEO da startupo Whoo.ai.

Na Saks da 5.ª Avenida, em Nova Iorque, por exemplo, um sistema de reconhecimento facial é utilizado para identificar clientes VIP, por um lado, e para apanhar ladrões, por outro. De acordo com o mesmo relatório, é preciso que seja criada a regulação necessária para que a identificação biométrica passa para o nível seguinte. É também necessário que as marcas consigam convencer os consumidores de que vão proteger e respeitar os seus dados.

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