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Foi em 1999 que a Sage Portugal, que pertence ao Grupo Sage, multinacional britânica de software de gestão empresarial, entrou em Portugal, com o propósito de oferecer às pequenas e médias empresas a tecnologia que precisam para alavancar os seus negócios.

«A missão da Sage passa por libertar os empresários de tarefas administrativas, para que possam dedicar o seu tempo ao crescimento e sucesso dos negócios», explana Isália Barata, responsável de Marketing da Sage Portugal. A Sage conta com mais de 13 mil colaboradores nos 23 países onde está presente e serve mais de três milhões de clientes.

Em Portugal conta com uma equipa de 200 colaboradores, em Lisboa e no Porto. Isália Barata lembra que a Sage em Portugal marcou o mercado, inicialmente, por um período de aquisições, que «contribuiu para a liderança do mesmo e que foi fortificando a presença no mercado português». Sendo o mercado do software de gestão muito dinâmico, muitos têm sido os desafios ao longo dos últimos anos, mas aos quais a Sage se tem adaptado e respondido de forma rápida e ágil. Isso tem sido possível graças a uma equipa de profissionais multidisciplinares que compõem a empresa e também aos mais de 1000 Business Partners que são a grande alavanca de negócio, sublinha.

Um dos principais momentos da empresa foi o momento de transição para a Cloud, quando a revolução do digital começou a dar os primeiros passos e a “obrigar” as empresas a redesenharem as estratégias de negócio. «O lançamento de Soluções Cloud Connected veio trazer a vantagem da mobilidade e ao mesmo tempo a segurança de dados.» Os últimos anos têm corrido de feição à empresa em Portugal, ou não tivesse a unidade local sido o mercado com melhor performance mundial para a Sage. «Estas conquistas têm-nos deixado confiantes e são a prova viva de que temos a estratégia certa, focada nos nossos clientes, colegas e na inovação.»

Na Sage trabalham diariamente para manter a liderança na área de SaaS (software as a service) com especial enfoque nas empresas de pequena e média dimensão e nos contabilistas. «Temos ainda soluções para as de grande dimensão.» Comum a todos eles é o facto de que os clientes são cada vez mais “educados” e por isso mais exigentes. Cada vez há mais clientes que sabem quase tanto dos produtos como os próprios colaboradores da empresa e esta será uma tendência que se verá a crescer. Assim, o que é já um critério básico para os clientes é o factor mobilidade.

E a usabilidade começa a ser crucial na decisão. Os clientes querem cada vez mais ter uma experiência com o software que seja semelhante à experiência que têm com a aplicação que usam para ouvir música ou ver séries. Ou seja, não é por ser uma ferramenta de trabalho que a exigência de usabilidade diminui. «Não posso deixar de referir o Suporte, que para os nossos clientes pode ser factor decisivo na escolha.» Pensado globalmente para agir localmente A estratégia da Sage é única e global, assim como os seus valores.

As guidelines da marca também e, na opinião da responsável de Marketing, «é o que faz sentido, pois a experiência de um cliente com a marca Sage em Singapura deverá ser em tudo semelhante à de um cliente em Portugal». Quando se fala em segmentos, como o das médias e grandes empresas, onde há produtos globais, há também campanhas globais e personas que são iguais em todas as regiões. E isso, garante, «é uma mais-valia, pois cada país pode contribuir com case studies e conteúdos da sua região, o que é fantástico ».

Aliás, confidencia, neste momento um dos case studies mais usados globalmente é de um cliente português. «Quando falamos no segmento das pequenas empresas, tendo por base sempre a mesma estratégia, temos já uma abordagem ao mercado ajustada localmente pois, neste segmento, uma pequena empresa que em Portugal, por exemplo, precisa de uma facturação e não tem contabilidade interna, no Reino Unido faz a facturação e a contabilidade. Assim, a oferta é muito diferente, pelo que não faz sentido termos uma campanha única que se aplique globalmente », explica.

Na Sage, o marketing é o driver do negócio, assume a responsável desta área. É a partir da área do marketing que é delineada toda a estratégia, definição de segmentos, de abordagem ao mercado e definição das personas a quem querem endereçar, estratégia essa que é depois executada pelo negócio em cada país. A estratégia é definida globalmente e se, no caso do segmento das Médias e Grandes Empresas, há tácticas mais globais, no caso do segmento de mercado das Pequenas Empresas existe a autonomia de a ajustar a cada país.

O digital é, dentro do marketing, a área que tem vindo a receber grande parte da atenção. Isália Barata recorda que a aposta no marketing digital surgiu naturalmente, com pessoas dedicadas quando tiveram a primeira Solução Cloud, há cerca de oito anos. Desde aí, o investimento foi crescendo. Desde há cerca de três anos que o digital passou a ocupar lugar de destaque no budget de marketing, sempre suportado em cinco pilares estratégicos: Conteúdos, Social Media, Paid Media, Web e SEO. «O retorno que temos e que é facilmente mensurável é um dos factores que motiva este investimento.»

Mas o factor principal é o cliente. «Sabemos que 50% da tomada de decisão de uma compra é feita online, pelo que para nós proporcionar a melhor experiência digital é crucial. Podemos dizer que hoje todos temos uma “Life as a Service”, pois quase tudo o que consumimos/compramos tem este modelo de negócio. Num negócio de SaaS, foi para nós muito natural esta decisão.»

Empresa customer centric

Além da área de Produto, que desenha, pensa e toma as decisões para o cliente, todas as áreas da Sage têm o cliente no centro da decisão. O marketing não é excepção e apesar de ser considerada uma empresa que opera no mercado B2B, a Sage sabe que o cliente quer cada vez mais ser impactado de uma forma mais pessoal e mais B2C.

A experiência do cliente que quer comprar qualquer produto e neste caso uma solução de software, independentemente da dimensão da empresa, começa no momento em que o decisor faz as primeiras pesquisas, por norma online, mas que muitas vezes é por aconselhamento de um amigo ou do seu contabilista. No site, a qualidade dos conteúdos é o foco e, mais do que falar na oferta de produtos, fala-se em clientes, em como podem ajudar a que a sua vida fique facilitada.

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