Feiras estão (finalmente) de volta com o Virtual Park

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Depois de, em Abril do ano passado, ter lançado a Virtual Arena, o Grupo GCI reforça agora a aposta no sector dos eventos digitais/híbridos com o lançamento do Virtual Park. A nova cidade virtual está pensada para acolher feiras e outros grandes eventos, como congressos ou exposições.

O Virtual Park apresenta vários edifícios: há auditórios, uma área de exposição, espaço interior e até uma roda gigante que oferece uma vista panorâmica sobre o recinto. O novo espaço digital apresenta-se em formato 3D personalizável, o que significa que o promotor pode decorar e adaptar as estruturas às necessidades e características da feira ou evento.

Com o sector das feiras e dos grandes eventos praticamente parado há cerca de um ano, devido às regras de distanciamento social, o Virtual Park surge assim como uma solução cómoda e segura para promotores e marcas que queiram voltar a fazer activação ou oferecer experiências neste tipo de eventos. E tudo isto com as vantagens de um evento digital. «As principais vantagens para que as marcas/anunciantes realizem no Virtual Park ou no Virtual Arena os seus eventos está na interactividade que geram, para garantir a satisfação dos visitantes, e no facto de a criatividade, aqui, não ter limites», explana Bruno Batista, presidente do Grupo GCI, em entrevista à Marketeer. E garante que «o futuro dos eventos será híbrido, até por uma questão de sustentabilidade e eficácia dos investimentos.»

Por enquanto, a resposta do mercado tem sido positiva, validando a necessidade do conceito. Lançado apenas na segunda semana de Fevereiro, o Virtual Park tem já uma grande feira nacional agendada e tem vindo a desenvolver outros contactos para potenciais eventos.

 

Em que consiste o Virtual Park e o que motivou a sua criação?

O Virtual Park é um avançado centro tecnológico para feiras, congressos ou exposições, de todas as tipologias e formatos. Uma cidade virtual, que alia todas as valências do Virtual Arena a mais edifícios, auditórios, área de exposição e espaço exterior, que podem ser personalizados e revestidos de conteúdos. Além de que é possível às lojas oferecem a experiência de venda. A roda gigante, tal como numa feira tradicional, permite vista panorâmica do recinto. O mercado digital cresceu exponencialmente, e pretendemos agora que se torne possível activar as marcas, muito além do site ou redes sociais.

Tendo em conta que o sector das feiras e dos grandes eventos tem estado parado por força da pandemia de COVID-19, o Virtual Park vem colmatar esta situação ao tornar possível a ida a uma feira e ter uma experiência de marca neste contexto, quer em Portugal quer noutro ponto do mundo.

 

Que tipo de experiência é que o Virtual Park oferece a marcas e visitantes?

O Virtual Park não é estanque, o aspecto que apresentamos agora e que pode ser visitado em www.virtualpark.pt é o formato standard, mas pretendemos desenhar à medida de cada evento o recinto e a experiência que faz sentido para manter os valores da versão física, isto porque no futuro vão existir as duas.

Aliamos a funcionalidade à diversão. Ao desenharmos este parque, tivemos sempre presente dois pontos: todo o projecto teria de aliar a mais alta tecnologia às valências que o espaço de feira e exposição físico oferece. E conseguimo-lo. O Virtual Park dispõe de um Pavilhão de Exposições para feiras temáticas, um Showroom Center para exposições mais personalizada e de várias dimensões, uma Sala de Espectáculos para eventos musicais e culturais, e ainda muitas zonas outdoor que podem ser personalizadas e revestidas de conteúdos. Além de uma roda gigante onde é possível ter uma vista panorâmica e criar showroom de marcas.

 

Quais as principais vantagens para as marcas/anunciantes em optarem pelas plataformas digitais, como a Virtual Arena e o Virtual Park, para realizarem os seus eventos?

Neste momento, e nos próximos tempos, esta é a forma mais segura de realizar eventos. E podemos ainda ver vantagens numa versão digital, sendo que o ideal será uma solução híbrida no futuro.

Mas vamos colocar cenários: uma feira que tipicamente se realiza numa sala física, em Lisboa, está sujeita ao limite desse espaço. Na versão virtual, essa mesma feira pode ser expandida e chegar a visitantes que não viriam à feira física, por exemplo por questões económicas. Além disso, a feira virtual poderá servir de experiência inicial a expositores que poderão no ano seguinte apostar na presença física.

Em eventos internos, temos ainda a questão ecológica. Ao apostarmos em eventos virtuais reduzimos fortemente o impacto das viagens (e os custos) e nalguns casos conseguimos o mesmo objectivo.

O Virtual Arena é uma sala para eventos em 3D, que permite realizar, decorar, customizar e criar toda a experiência de um evento, mas de forma virtual e em qualquer ponto do mundo. Por isso, diria que as principais vantagens para que as marcas/anunciantes realizem no Virtual Park ou no Virtual Arena os seus eventos está na interactividade que geram, para garantir a satisfação dos visitantes, e no facto de a criatividade, aqui, não ter limites.

 

Os patrocínios e activações são vitais para a realização de qualquer feira ou evento. Como irão potenciar esta área no Virtual Park?

Temos a plataforma base que já está desenvolvida e que pode ser apenas personalizada com a comunicação de cada evento. No entanto, existe a possibilidade de recriarmos diversos recintos e adaptarmos as experiências ao conceito de cada organização. Tal como numa activação normal, dependendo do objectivo de cada produto ou campanha, assim vamos criar no virtual.

 

Qual a adesão que perspectivam? Existem já eventos agendados?

O Virtual Park foi lançado na segunda semana de Fevereiro e, neste momento, já temos uma grande feira nacional agendada e estamos com muitos contactos. No início do Virtual Arena passámos pelo mesmo processo, e terminámos o ano com mais de 50 eventos. É um mercado novo, é normal de seja preciso uma adaptação.

 

O Virtual Park chega numa altura crítica para o sector dos eventos. Estamos perante uma solução a prazo ou acreditam que os eventos digitais vão manter-se numa fase pós-pandémica?

Sem dúvida que o futuro dos eventos será híbrido até por uma questão de sustentabilidade e eficácia dos investimentos. Na prática, poderemos ter uma parte do evento física, onde as pessoas se reúnem tal como em 2019, mas poderá haver interacção online com convidados que estão no outro lado do mundo. Uma interacção onde o convidado terá/partilhará o mesmo palco, a interacção com convidados poderá ser efectuada em simultâneo.

Vamos imaginar um caso prático: um lançamento de produto. Antes a marca investia num evento físico, fazia convites, e recebia os seus convidados ao vivo. Nunca se conseguia uma eficácia total, havia sempre convidados que não vinham. Na versão híbrida, o convidado que não se puder deslocar pode acompanhar online e em directo o evento. Caso não consiga estar em directo, poderá assistir mais tarde. E até mesmo os convidados que estiveram presencialmente no evento poderão assistir à versão digital, que permanece gravada, e mostrar/trabalhar com as suas equipas nesse conteúdo.

 

Passado cerca de um ano de pandemia em Portugal, é mais fácil vender agora o produto Virtual Park às empresas? Sentem que os clientes já estão mais adaptados à realidade virtual do que estavam, por exemplo, na altura em que lançaram a Virtual Arena?

Quando lançámos, em Abril do ano passado, o Virtual Arena, as empresas demonstraram muita curiosidade em conhecer, mas faltava confiança para investir numa solução tão diferente e à frente. Havia dúvidas sobre o resultado, o impacto nos convidados, as questões técnicas… O primeiro evento no Virtual Arena foi agendado cerca de 30 dias após o seu lançamento.

 

Que balanço fazem da aposta no segmento dos eventos digitais até ao momento?

Diria que a pandemia deu um empurrão à digitalização dos serviços. Mas no caso dos eventos ela foi/vai mais longe! Permitiu que, através dos eventos digitais, se derrubem barreiras e se navegue rumo a novos mercados e novos negócios.

 

Mais informações: www.virtualpark.pt

 

 

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