Adeus, autoatendimento? Caixas self-service levantam problemas e riscos para os retalhistas

Notícias
Marketeer
26/02/2025
17:49
Notícias
Marketeer
26/02/2025
17:49
Adeus, autoatendimento? Caixas self-service levantam problemas e riscos para os retalhistas

Partilhar

A introdução dos caixas de autoatendimento nos supermercados prometia reduzir o tempo de espera dos clientes e os custos operacionais das empresas. Goste-se ou não, estas máquinas parecem ter vindo para ficar, mas também é certo que com o passar do tempo, os desafios deste modelo de pagamento começaram a evidenciar-se.

Escolha a Marketeer como fonte preferida no Google Escolher ›

De acordo com dados da NielsenIQ, em 2023, mais de 3.400 lojas na França (71% das empresas) adotaram os caixas automáticos. No entanto, a adesão por parte dos consumidores ainda é baixa, variando entre 10% e 12%, o que impacta o retorno sobre o investimento. Além disso, os pagamentos via autoatendimento representam apenas 2% do faturamento dos supermercados.

Em Portugal, a primeira caixa de autoatendimento instalada foi no Pão de Açúcar do Centro Comercial das Amoreiras em 2005 e, segundo a REDUNIQ (a marca comercial da UNICRE com 50 anos de especialização no mercado de pagamentos), resultou num enorme sucesso junto do público.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Mas apesar do sucesso inicial, este método gera problemas. Segundo relata o jornal Huffpost, um dos principais desafios é o aumento dos furtos. Sem a presença constante de funcionários, há uma maior facilidade para fraudes e perdas financeiras, colocando em causa os custos operacionais da empresa que seriam menores. Diante desse cenário, grandes redes começaram a rever suas estratégias.

O grupo Leclerc estuda um retorno aos modelos tradicionais de pagamento, enquanto gigantes como o Walmart ou a Target estão a reduzir a quantidade de caixas automáticos disponíveis nas suas lojas.

Por outro lado, algumas marcas têm apostado na tecnologia para mitigar os problemas. O Intermarché de La Farlède, em França, por exemplo, implementou um sistema de inteligência artificial que analisa os movimentos das mãos e dos produtos através de vídeo, reduzindo a taxa de fraudes de 3% para 1%.

Continue a ler após a publicidade

Outra possível solução seria a segmentação do uso dos caixas automáticos, reservando-os para compras menores, enquanto grandes volumes continuariam a ser processados nas caixas tradicionais.

A REDUNIQ salienta ainda como contras, num artigo publicado em janeiro de 2024, que a “ausência de funcionários na altura do checkout podem levar a situações de stress por parte de alguns clientes que estão menos familiarizados com a tecnologia”.

Para evitar este problema, “muitos retalhistas optam por alocar um funcionário para assistência nas caixas self-service ou a instalação de um botão para que o cliente peça, imediatamente, a ajuda de um funcionário”.

Continue a ler após a publicidade

A REDUNIQ destaca ainda as possíveis perdas monetárias “devido a pesagens mal efetuadas, produtos não registados, códigos de barras trocados ou até saídas sem pagamento” ou erros de software “que podem inutilizá-la durante alguns momentos”.




Subscrever newsletter



Notícias Relacionadas

Ver Mais