Virtual Arena, o pavilhão que começa a ficar lotado

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Fruto da pandemia, uma das áreas de negócio afectadas foi a dos eventos, que teve de criar alternativa que permitisse a continuidade de ajuntamentos com público. A aposta em eventos digitais foi uma solução adoptada por muitas agências, mas a GCI quis tornar a experiência mais imersiva, criando um pavilhão virtual que pudessem simular ao máximo a experiência presencial. E a adesão tem sido enorme, estando, por exemplo, o mês de Dezembro praticamente sem disponibilidade para acolher eventos digitais.

Esta aposta da GCI, apelidada Virtual Arena, remonta ao passado mês de Maio. Trata-se de um pavilhão virtual capaz de acolher todo o tipo de eventos em formato digital, desde lançamentos de produtos e activações de marca a feiras e exposições, passando por festas de Natal, acções de team building e até competições de gaming. O grande destaque vai para a possibilidade da criação de avatares e diálogo com outros utilizadores, o que permite uma experiência mais personalizada e com maior proximidade. A Digital Azul Live é a empresa responsável pelo lado tecnológico da plataforma, enquanto a arquitectura do espaço ficou a cargo da WMK, braço criativo do Grupo GCI.

Desde o seu lançamento, o Grupo GCI tem somado vários eventos em Portugal, com especial destaque para a Comic Con 2020. Mas, o conceito já ultrapassou fronteiras, tendo chegado a Espanha. Bruno Batista, presidente do Grupo GCI, mostra-se satisfeito com o desempenho desta área de negócio, e afirma que os objectivos propostos até ao final do ano estão alcançados, e traça voos mais altos para 2021, nomeadamente chegar a novos mercados.


Criado em Maio, como
surgiu o projecto Virtual Arena? Era algo que estava em equação ou foi uma resposta aos desafios impostos pela pandemia?

Seria muito estratégico dizer que era uma visão e uma ideia que tínhamos há muito e que agora colocámos em prática, mas não. Na verdade, com os cancelamentos gerados pela pandemia, a nossa área de eventos ficou parada e a realizar apenas “webinars”, (conceito que nos parecia muito pobre, uma vez que faltava experiência de marca, faltava branding, não conseguimos gerar o efeito dos eventos ao vivo, a expectativa, a emoção) não tinha o devido impacto. Focámo-nos então em melhorar e em criar eventos digitais, que cumprissem com os requisitos que tão bem conhecemos dos eventos tradicionais.

E foi assim que surgiu a Virtual Arena. Quais as suas mais-valias?

É uma sala para eventos em 3D, que permite realizar, decorar, customizar e criar toda a experiência de um evento, mas de forma virtual. Modelamos e desenhamos um palco e uma decoração exclusiva para cada organização, temos ferramentas para tornar o relacionar – chat, sala de entretenimento, fotografias do evento… – o mais próximo possível da realidade física. Desde feiras, com os stands em 3D, a congressos, passando pelas entregas de prémios ou apresentações de produto, criamos momentos especiais e virtuais de marca.

Qual a evolução do lançamento desta plataforma? Que balanço faz destes primeiros meses?

No início, as empresas demonstraram muita curiosidade em conhecer, mas faltava confiança ao mercado para investir numa solução tão diferente e vanguardista. Havia dúvidas sobre o resultado final, o impacto nos convidados, as questões técnicas… Mas, realizado o  primeiro evento, cerca de um mês após a apresentação,  não parámos mais. Hoje realizamos uma média de dois eventos por semana, evoluímos com a exigência de cada evento e já tivemos música ao vivo, espectáculos de humor, jogos, e forças comerciais a realizarem acções de team buiding em simultâneo. A nível de novidades, a funcionalidade de chat evoluiu e, actualmente, os convidados podem partilhar mais conteúdo entre eles. O melhor exemplo da maturidade, qualidade e capacidade de resposta da plataforma, foram os quatro dias de Comic Con Portugal que decorreram no virtualarena.pt e que recebemos dezenas de milhares de visitantes.

A propósito da Comic Con, como surge esse projecto?

Na verdade, a ideia partiu de um amigo comum às duas empresas. Mas quando de facto percebi que a Comic Con ainda não tinha solução para a edição deste ano abracei o projecto. Sou amante da cultura Pop, sou empreendedor, empresário e sempre tive vontade de organizar um evento de público que está dominada por alguns players. A fórmula estava à vista: tinha de colocar o Grupo GCI, através do Virtual Arena, a levar a edição do Comic Con a casa dos fãs da cultura Pop. Acredito que os próximos tempos poderão trazer oportunidades e revoluções ao sector dos eventos de grande dimensão, até agora dominados por alguns players. E, admito, gostava de entrar neste segmento, na área dos eventos de grande público, como os festivais de Verão.

 Qual o principal desafio na realização deste evento?

O desafio foi o tempo. Criar o conteúdo em tempo record numa altura em que tínhamos muitos eventos até ao dia de abertura. Mas com organização e com equipas multi-tasking, apaixonadas pelo que fazem, tudo é possível. E aqui o mérito é dos profissionais que integram o Grupo GCI e  que vão ao pormenor para garantir uma experiência de qualidade aos nossos clientes.

Que outros projectos realizados na Virtual Arena destacaria?

Temos dezenas de eventos corporativos realizados que vão desde apresentações de produto, reuniões de vendas, entregas de prémios comerciais, ou congressos. A Comic Con foi o primeiro evento aberto ao público. No calendário temos feiras, algumas com bastante inovação, e evento dedicado ao  empreendedorismo. Para o Natal disponibilizamos um produto que cria o conceito de “Natal Virtual”. Trata-se de um produto que conta com o chef Chakall e que garante culinária e entretenimento. Posso adiantar, a propósito, que temos o mês de Dezembro praticamente cheio  e que estamos a ultimar um segundo estúdio, de forma a duplicar a capacidade de produção/resposta. 

Como se proporcionou a parceria com o Chef Chakall?

A ideia partiu duma dura realidade: este ano dificilmente teremos os tradicionais jantares de Natal das empresas. Por isso, através do Virtual Arena, conseguimos ter uma alternativa em segurança, que oferece tudo o que o evento tradicional pode ter: discurso da administração, entretenimento e festa. A escolha do chef Chakall pareceu-nos uma excelente opção para abraçar o desafio de criar um momento de entretenimento em torno de uma receita, colocar os convidados a cozinhar, com boa disposição, humor, e sabor.

Como tem decorrido o processo de internacionalização deste projecto?

Foi uma excelente oportunidade de conseguir exportar. Os primeiros contactos vieram dos mercados onde chegamos através da nossa língua, pela proximidade de alguns portugueses espalhados por países como Moçambique, Brasil ou Dubai. Outras oportunidades chegaram via multinacionais que realizaram eventos aqui em Portugal, e partilharam a experiência, o sucesso.

A Virtual Arena já chegou a Espanha. Estamos perante o franchising do projecto?

Não é propriamente um franchising. O modelo que implementámos para o mercado espanhol tem uma estratégia que concentra a produção na nossa equipa. Ou seja, o nosso parceiro comercializa o virtualarena.es, faz o contacto com o cliente, mas a gestão do projecto é portuguesa, a  produção do evento é feita no nosso estúdio em Lisboa e os speakers viajam até cá, ou a nossa equipa desloca-se com o estúdio móvel a outra localização. Por exemplo, num dos eventos realizados em  Espanha fizemos deslocar a nossa equipa às instalações do cliente em Madrid e emitimos a partir de lá. Se queremos manter a qualidade do produto, ter um resultado de sucesso, os ensaios com os speakers, todo o planeamento e preparação do evento são fundamentais e tornam-se factor crítico de sucesso.

Está também agendado um evento para o mercado alemão. Em que consiste?

É para uma empresa tecnológica, uma multinacional, que vai efectuar o lançamento de um produto recorrendo a realidade virtual para entrarmos em pormenor e com maior realismo nas novidades.

Está em equação a expansão para outros mercados?

Gostaríamos de estar, pelo menos, por toda a União Europeia com esta solução. Do que temos visto ao nível da concorrência, o conceito do Virtual Arena é o que mais se aproxima dos eventos tradicionais, além de que, do ponto de vista tecnológico, nos permite ser criativamente ativos na recriação do que gostaríamos que tivesse a acontecer fisicamente.

A aposta foi, portanto, um sucesso. Que objectivos estimam alcançar até ao final do ano?

Relativamente a 2020, os objectivos estão cumpridos com os eventos já agendados. O Virtual Arena  foi/é um projecto fundamental, onde garantimos trabalho à equipa dedicada aos eventos e recrutámos. Com o investimento num segundo estúdio vamos  realizar dois eventos em simultâneo, garantido a mesma qualidade, por isso espero que possamos continuar a crescer e a criar postos de trabalho.

 

Para mais informações consulte o site Virtual Arena.

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