Feira In Beauty diz não ao preconceito de género

Mais de 100 marcas e empresas do sector da beleza têm presença confirmada na 7.ª edição da In Beauty – Feira Internacional de Estética, que ocupará o Altice Arena já no próximo fim-de-semana. Entre os dias 26 e 28, o pavilhão lisboeta receberá as principais tendências e novidades da indústria, incluindo a aposta na beleza sem género.

Amélia Estevão, directora do evento, conta à Marketeer que o tema não podia ficar de fora, uma vez que «cada vez mais se discute a diferenciação de produtos para mulher ou homem». Servirá, então, de pano de fundo para as várias iniciativas da feita, que contará com exposição de produtos mas também ciclos de conversa e demonstrações.

O que levou a In Beauty a apostar no tema da beleza sem género?

A In Beauty quer afirmar-se cada vez mais como um fórum de tendências, apontando holofotes aos temas que estão a marcar a indústria a nível mundial. Esta edição, a tendência em foco é o “Gender Neutral”, ou beleza sem género, que é transversal a outros sectores, como a moda, em que cada vez mais se discute a diferenciação de produtos para mulher ou homem. A evolução do sector caminha para pensar soluções mais versáteis e flexíveis, desenvolvidas para as características de cada pele ou de cada corpo, sem preconceitos de género.

As marcas estão a acompanhar esta tendência? De que forma?

A beleza é uma das indústrias mais atentas às tendências e à rápida evolução do mercado. São exemplo disso  o rápido crescimento da cosmética natural, vegan, etc. As gigantes dão o exemplo: a Maybelline (L’Oréal) e CoverGirl (Coty) contrataram homens como modelos de maquilhagem. Também a Natura e Avon lançaram campanhas que valorizam a diversidade e a inclusão.

Mais do que abraçar e celebrar a diversidade, é preciso entender os reais desejos e necessidades do novo consumidor. A marca de make-up inglesa Jecca ou a nova-iorquina EIR já nasceram genderless, assumindo que querem que o consumidor se sinta confiante com a sua beleza única e individual, independentemente do género. A Jecca tem mesmo um movimento a que chama #MakeupHasNoGender. Também a Eisenberg lançou uma linha sem género, a Start.

Em que fase está esta tendência em Portugal?

Começa a dar os primeiros passos, mas ainda é um tema que suscita muitas questões, pelo que decidimos colocá-lo em debate na In Beauty. No sábado, teremos duas “talks”, em que iremos juntar profissionais de várias áreas ligadas à beleza, da maquilhagem aos cabelos, passando pelos tratamentos de estética, para discutir o tema.

Que outros temas marcarão o futuro da cosmética?

Este é um mercado em rápida mudança e evolução. Os avanços da ciência e da tecnologia têm permitido à indústria apresentar soluções cada vez mais inovadoras e adaptadas ao novo consumidor. A cosmética natural e vegan é uma das grandes novas tendências e implica um grande esforço de investigação das marcas, apresentando um grande potencial de crescimento. Também a ligação entre beleza e tecnologia têm permitido apresentar produtos e tratamentos cada vez mais personalizados às necessidades e características de cada um, optimizando os resultados.

Quais são as expectativas para a edição deste ano da In Beauty?

O nosso objectivo é ser cada vez mais uma plataforma de contacto entre as marcas e os profissionais do sector. Porque a evolução se faz desta interacção: por um lado, os profissionais têm a oportunidade de conhecer novos tratamentos, lançamentos em primeira-mão, mas, por outro lado, as marcas têm também elas a oportunidade de receber um feedback directo de quem está no terreno e mais próximo do consumidor e tirar este pulso ao mercado que é tão importante para as suas estratégias de negócio.

Esperam quantas pessoas? E qual a divisão entre profissionais e público geral?

Esperamos cerca de 20.000 visitantes no total dos três dias, sendo que 77% corresponde a visitantes profissionais e 23% a público geral.

Texto de Filipa Almeida

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