Entregas de comida estão a encolher os restaurantes

Os restaurantes estão a ficar mais pequenos e a culpa é das aplicações de entrega de comida. A hipótese é apresentada pela AdAge num artigo em que dá a conhecer o caso da Firehouse Subs: há alguns anos, o CEO Don Fox reparou que as lojas da cadeia estavam cada vez mais vazias à hora de almoço mas que as vendas continuavam a subir. A explicação é simples: as pessoas continuam a consumir mas trocam a deslocação ao restaurante pelo pedido online e entrega em casa.

Aplicações como Uber Eats e Glovo permitem que qualquer pessoa – desde que a respectiva localização seja abrangida pelo radio de acção da plataforma – possa pedir uma refeição sem sair de casa. Dados da App Annie indicam que o número de downloads de aplicações como estas cresceu 380% nos últimos três anos. Considerando apenas os EUA, a Cowen and Co. estima que as vendas referentes a entregas de restaurantes aumente 12% para 76 mil milhões de dólares (cerca de 66,4 mil milhões de euros) no prazo de quatro anos.

Estas mudanças levaram a Firehouse Subs a modificar as suas lojas: algumas das mesas e cadeiras foram substituídas por prateleiras para acolher os pedidos online. Estão a perder a forma de um restaurante para ganhar a de um armazém.

David Orkin, responsável pela divisão norte-americana de restauração da CBRE, avança que outras cadeias estão a seguir o mesmo caminho, ajustando os seus espaços ao número de pessoas que recebem. Em alguns casos, as marcas estão a procurar espaços que tenham apenas cozinha, de modo a servir melhor as exigências do negócio de home delivery.

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