Consumo em Portugal cresce acima da Europa Ocidental

O consumo em Portugal registou, no último ano, um crescimento de 7%, valor bem acima da média da Europa Ocidental, cifrado nos 0,2%, indicador que perspectiva um 2018 igualmente positivo.

Na 22.ª Conferência GfK, intitulada saber “Saber Crescer”, Jorge Reis, division manager da empresa, afirmou que as condições socio-económicas foram as responsáveis por esta boa performance. «A confiança económica voltou, com a descida do desemprego e um maior poder de compra. E isso reflecte-se na expectativa de compra, que atingiu o valor mais alto dos últimos anos em 2017, com um valor positivo de 13,8%», afirma o responsável.

Um dos segmentos que registou uma melhor performance foi o dos smartphones. No último ano, o mercado português alcançou um crescimento de 14%, superior à média da Europa Ocidental (2%) e da global (6%). Para 2018, as perspectivas da GfK apontam para um crescimento do segmento de smartphones entre 7% e 9%, alcançando um valor de 494 milhões de euros.

No que respeita ao comércio electrónico, Portugal está bastante desfasado da média europeia, cifrada em 25%. Em Portugal, apenas 5% das compras são realizadas de forma virtual.

Para 2018, os indicadores obtidos pela GfK apontam a um ano positivo, prevendo-se um crescimento de 2,2% nas áreas tecnológicas. E gera-se alguma expectativa em torno da Black Friday, depois de, em 2017, ter registado um maior volume de compras do que na semana de Natal.

O futuro é digital mas lojas físicas têm de se reinventar

A transformação digital foi uma das palavras-chave da conferência, processo cuja continuidade permitirá um mercado cada vez mais relevante. «Para o futuro perspectiva-se uma indústria mais forte, ainda que isso acarrete a existência de menos players. No que respeita à distribuição, a globalização do mercado será cada vez mais evidente. No ponto de venda, o foco estará mais no cliente e, quanto a este, dará primazia ao factor conveniência. A sua jornada será omnicanal, pautada por uma maior exigência, sendo que o mobile será a melhor forma para o impactar», afirma Jorge Reis.

Apesar de as lojas físicas terem vindo a perder alguma importância, o shopper português continua a considerar que não pode efectuar todas as suas compras online. Aliás, 52% dos compradores preferem ver o produto fisicamente, sendo esta uma das principais barreiras no aumento das vendas online no País.

Perante este cenário, Hugo Braz, Chief Sales and Marketing Officer da PLM, refere que esta necessidade de uma interacção com o produto pré-compra será determinante para o sucesso das lojas físicas. «As lojas experienciais são uma forma de aumentar a relevância dos espaços físicos. Através de experiências em loja, é possível utilizar o factor emocional para influenciar a decisão dos consumidores», explica o responsável.

Texto de Rafael Paiva Reis

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