CEO da Uber pede desculpa e pede ajuda

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Marketeer
02/03/2017
10:44
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02/03/2017
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travis kalanick uber 1

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Ainda a recuperar de um escândalo relacionado com acusações de assédio sexual e discriminação de género, a Uber enfrenta uma nova polémica, que promete afectar a reputação da marca. Foi divulgado um vídeo em que Travis Kalanick, CEO da Uber, discute com um dos condutores parceiros do serviço que fundou.

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No vídeo, filmado aquando de uma viagem realizada pelo responsável na companhia de duas mulheres na noite da Super Bowl, Travis Kalanick e o condutor Fawzi Kamel acabam a discutir sobre as tarifas da Uber e as dificuldades que daí advêm. Segundo a gravação da conversa, entregue por Fawzi Kamel à Bloomberg, o mesmo afirma ter perdido 97 mil dólares (92 mil euros) e acusa Travis Kalanick de ser o culpado pela sua situação de falência.

O CEO da Uber responde que existem pessoas que não gostam de se responsabilizar pelos seus próprios problemas e que culpam os outros pelas suas dificuldades.

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Durante o dia de ontem, o Travis Kalanick decidiu enviar um email a todos os funcionários explicando a situação. No documento, publicado também no site da empresa, Travis Kalanick pede desculpa pelo seu comportamento, assumindo que tratou o condutor de forma desrespeitosa.

«Dizer que estou com vergonha é pouco. O meu trabalho enquanto vosso líder é liderar… E isso começa ao comportar-me de uma forma que nos deixa a todos orgulhosos. Não foi isso que fiz e não tenho como explicá-lo», refere o responsável.

Travis Kalanick acrescenta que o vídeo é um reflexo dele próprio mas também das críticas que têm recebido, funcionando como um lembrete de que é preciso mudar a sua atitude no papel de líder: «Esta é a primeira vez em que estou pronto para admitir de que preciso de ajuda na liderança e pretendo encontrá-la.»

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Início de ano difícil

Além das polémicas mais recentes, em que a Uber surge associada a assédio a uma trabalhadora e falta de respeito para com um condutor, a marca já sofreu outros golpes este ano. Os problemas começaram quando mais de 200 mil subscritores eliminaram a aplicação da Uber como forma de protesto por acreditarem que a empresa estava do lado de Donald Trump e das suas políticas de emigração.

Como resultado, Travis Kalanick abandonou o painel de conselheiros que o presidente dos Estados Unidos da América criou para estar mais perto dos negócios do país. A pressão que enfrentava por parte de activistas terá levado o CEO da Uber a ceder o seu lugar nas reuniões: «Juntar-me ao grupo não era para ser visto como apoio ao presidente», escreveu o responsável num comunicado citado pela Reuters.

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Apesar de estar a acumular rapidamente problemas para a Uber, nomeadamente para a imagem que tem perante os consumidores, Travis Kalanick tem, ainda assim, tentado reagir da melhor forma. Pediu desculpa e admitiu precisar de ajuda, abandonou o painel de Donald Trump e contratou um ex-procurador-geral para investigar o caso de assédio e discriminação. Resta saber se será suficiente para preservar a reputação da marca.




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