A opinião de Sandra Alvarez (PHD): 5 competências-chave para o futuro

Por Sandra Alvarez, directora-geral da PHD

Entramos em 2023 com um marco de peso na História da evolução da Humanidade: oito mil milhões de pessoas. É caso para perguntar como será o futuro. Não apenas o ano que agora se inicia, mas os próximos tempos. Que competências-chave serão essenciais? De que se devem munir os jovens de hoje para se tornarem adultos e profissionais bem-sucedidos amanhã?

Entre as mais diversas aptidões necessárias a qualquer área, a criatividade será sem dúvida uma ferramenta essencial, não apenas para desenvolver o ramo artístico, mas para facilmente gerar a capacidade de resolver problemas e realizar tarefas de forma original nas mais diversas disciplinas do quotidiano.

A par da criatividade está a capacidade colaborativa. A aptidão para trabalhar em equipa, o relacionamento com os outros, a capacidade de perceber se o próximo precisa de ajuda para concluir tarefas complexas, são competências fundamentais que se devem desenvolver e fomentar.

Falar de aptidões essenciais para o futuro dos jovens sem abordar a tecnologia seria impensável. As novas gerações nasceram numa era totalmente digitalizada e tecnológica. Como tal, não atender aos skills digitais que desenvolvem quase de forma inata seria um erro. Fortalecer as suas aptidões, direccionando-as para as ferramentas digitais será sem dúvida fundamental para dominar novos formatos e tecnologias, sobretudo ao nível de algoritmos de design e tratamento de dados.

A tecnologia pode aliar-se a quase todas as ferramentas essenciais para qualquer área profissional. No mundo global oferecido pela digitalização, torna-se cada vez mais importante ser um cidadão que não conhece fronteiras. A uma tão curta distância de qualquer canto deste planeta, por mais remoto que pareça, não há desculpa para não conhecer minimamente as tradições ou a história de uma cultura. É o conhecimento, mesmo que mínimo, que nos permite comportarmo-nos de acordo, mostrar respeito pelos costumes e pelas diferenças em prol de um mundo com mais igualdade, equidade e inclusão.

Por fim, e por que falar de futuro é quase tão certo como falar de tecnologia, cada vez mais um outro conceito ganha peso na balança: a sustentabilidade. Se os jovens de hoje crescerem com a noção da fragilidade do planeta e com conhecimento de que os recursos e os ecossistemas naturais são findáveis, sendo imprescindível adoptar acções mais ecológicas para garantir a continuidade da vida na Terra, serão capazes de vir a tomar decisões e criarem mecanismos que lhes permitam coexistir e interagir com a natureza de forma mais sustentável. Não só em 2023, mas daqui por diante, investir nestas competências-chave, sugeridas pelo World Economic Forum, ajudará as crianças e jovens a desenvolverem-se como adultos equilibrados e bem-sucedidos, ao mesmo tempo que permitirá criar comunidades fortes coesas e sustentáveis.

Artigo publicado na revista Marketeer n.º 318 de Janeiro de 2023

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