A Era do Neuromarketing

NotíciasOpinião
Marketeer
15/12/2022
09:00
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Beatriz Caetano
15/12/2022
09:00

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Por Catarina Alves Ribeiro, CEO da Brainding

Durante cerca de 70 anos, e até há muito pouco tempo, as empresas que desenhavam as suas estratégias de marketing sem qualquer foco no consumidor foram transformando e fazendo evoluir aquilo que deixaria de ser o Marketing 1.0 para o Marketing 3.0, que se destacava pela orientação do produto para um conceito mais centralizado no indivíduo.

Actualmente, assistimos a uma evolução estrondosa que transporta o Marketing para a sua versão 5.0, e os seus profissionais para um contexto em que são forçados a adaptarem-se a novas realidades tecnológicas, fruto da aceleração da digitalização dos negócios trazida pela tão recente pandemia da Covid-19.

Este novo panorama, também apelidado por Philip Kotler de Era da Tecnologia para a Humanidade, representa um tempo desafiante para todos e em particular para as marcas, que tanto reconhecem pela primeira vez a coexistência de cinco gerações de consumidores – desde os Baby Boomers à geração Alfa, caracterizados pelas notórias diferenças de comportamentos, atitudes e preferências -, como também ambicionam conhecer profundamente e comunicar eficazmente com cada uma. Como se de um Santo Graal se tratasse.

Ora, apesar de algumas pesquisas bibliográficas apresentarem várias teorias sobre o comportamento de consumo, partindo de um pressuposto de que o ser humano é racional e ditado pela razão, originando um comportamento de consumo também ele racional, sabe-se também que o ser humano é emocional e movido por afectos conscientes e não conscientes, é social e movido por regras de grupo, é dialéctico e movido por oposições e que é complexo e movido por vários níveis de determinação ou indeterminação que resulta num comportamento adequado ao contexto.

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O que leva, mais do que nunca, as empresas a procurar as verdadeiras respostas às suas questões – afinal, como se comporta o consumidor? De que forma poderá sentir-se mais atraído pela marca, pelos produtos e pelos serviços? O que garante que compre na minha loja em vez de escolher a loja da concorrência?

Questões que, durante muito tempo, os estudiosos e profissionais de marketing procuraram responder através de pesquisas de mercado baseadas em métodos tradicionais como “focus groups” e questionários que estão dependentes da capacidade que o indivíduo tem de dizer o que sente em relação a uma marca, produto ou experiência de forma racional, colocando de parte, no entanto, todos os estímulos e informações que o cérebro humano não processa conscientemente ou às quais não tem capacidade de aceder.

Se assim é, como podem as marcas pensar nas suas estratégias de comunicação e adequar à variabilidade de comportamentos dos seus clientes? Como podem as marcas mais heterogéneas, vender melhor os produtos e serviços ao público alvo que não se define pelas diferentes faixas etárias? Que fórmula existe, afinal, para o design de um packaging que leva o cliente a colocar o produto no carrinho de compras? O que faz com que o cliente escolha ou prefira determinada marca?

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As respostas não estão em inquéritos, mas sim nas nossas redes neuronais. Algo que só podemos observar ao utilizar tecnologia na humanidade.

As neurociências trazem-nos a capacidade de compreender estas respostas através da utilização de metodologia neurocientífica tal como eye tracking, EEG (electroencefalograma), FMRi (ressonância magnética funcional), Facial Recognition ou a GSR (resposta galvânica da pele), transformando-as em interpretações claras sobre o processo de tomada de decisão. Aplicando a disciplina das neurociências ao consumo, surge o Neuromarketing que nos traduz os dados obtidos em orientações científicas para as equipas de design, de estratégia e de marketing, enquadrando os resultados ao contexto das marcas, permitindo melhorar a experiência de consumo para o cliente com o desenvolvimento de produtos e serviços mais adequados às necessidades de cada um, como tornar as marcas mais próximas e memoráveis junto dos seus múltiplos públicos-alvo, independentemente da sua geração.




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