As autoridades chinesas estão a chamar a atenção para os brinquedos e produtos colecionáveis vendidos em embalagens surpresa conhecidos como blind boxes, com especialistas legais a alertarem para o risco de dependência entre os consumidores mais jovens.
Numa reportagem publicada esta semana pelo People’s Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, apela-se ao aperto das regras que regulam os chamados “blind cards” e “mystery boxes”, considerando que os atuais modelos de negócio têm um elevado potencial de causar comportamentos aditivos, especialmente em menores de idade.
Apesar de o texto não mencionar empresas em específico, o alerta surge num momento em que o fenómeno dos brinquedos surpresa, como os populares bonecos Labubu (saiba aqui tudo sobre eles), da marca Pop Mart, se tornou um verdadeiro culto de consumo entre jovens e colecionadores em toda a China.
A venda destes produtos baseia-se na incerteza: os consumidores compram uma caixa sem saber qual personagem ou edição irão receber. Esta dinâmica, segundo os especialistas citados pelo jornal, alimenta impulsos de compra repetida, sobretudo entre crianças e adolescentes, que procuram completar séries ou obter figuras raras.
Desde 2023, a legislação chinesa já proíbe a venda de blind boxes a crianças com menos de oito anos, mas a nova recomendação sugere que as medidas em vigor podem não ser suficientes.














