A Coreia do Sul voltou a inovar no campo tecnológico com a apresentação de “Gabi”, um robô humanoide que participou numa cerimónia budista no templo Jogyesa, em Seul. O momento, que rapidamente se tornou viral, representa um novo capítulo na crescente aproximação entre inteligência artificial, robótica e experiência humana, chegando agora às práticas religiosas tradicionais.
Vestido com trajes monásticos cinzentos e castanhos, o robô participou numa cerimónia de preceitos budistas, juntando-se a monges humanos em orações e rituais associados às celebrações do aniversário de Buda, tendo Gabi sido alegadamente o primeiro robô a integrar formalmente este tipo de cerimónia no país, refere o New York Times.
Mais do que uma curiosidade tecnológica, o projeto surge como reflexo de uma estratégia mais abrangente de modernização e aproximação às gerações mais jovens. Desenvolvido com base numa plataforma humanoide da fabricante chinesa Unitree, Gabi foi concebido para ajudar na divulgação de ensinamentos budistas, participar em cânticos e interagir com visitantes dos templos.
A iniciativa evidencia também uma tendência crescente em países asiáticos, particularmente na Coreia do Sul e no Japão, onde organizações religiosas têm vindo a explorar o potencial da inteligência artificial como ferramenta de preservação cultural e renovação institucional.
A introdução de um robô num contexto espiritual levanta inevitavelmente questões sobre autenticidade, emoção e o papel humano na religião mas, ainda assim, os responsáveis religiosos sublinham que a tecnologia não pretende substituir monges ou líderes espirituais, mas funcionar como instrumento complementar de comunicação e envolvimento.














