O Duolingo passou mais de uma década a transformar e cimentar a sua coruja mascote, Duo, de um simples logótipo simpático para uma verdadeira estrela das redes sociais. Com dezenas de milhões de seguidores e um universo próprio de personagens, a coruja verde tornou-se o rosto inconfundível da marca. Até agora.
Em fevereiro deste ano, o Duolingo fez o impensável: matou Duo — pelo menos, nas redes sociais. Segundo a narrativa lançada pela marca, a coruja foi atropelada por um Cybertruck, e a notícia espalhou-se como fogo. A campanha rapidamente se tornou a mais bem-sucedida da história da empresa nas redes sociais — e uma das mais virais de sempre no universo das marcas.
O “assassinato” foi revelado a 11 de fevereiro, com uma atualização inesperada do ícone da app: Duo aparecia com os olhos riscados, claramente sem vida. A ação foi acompanhada por uma série de três vídeos que deram corpo à história trágico-cómica da sua morte.
A ousadia da campanha não é novidade para quem acompanha o marketing irreverente da marca. No ano passado, o Duolingo já tinha feito furor com o falso musical “Duolingo on Ice”, uma partida de 1 de abril levada a sério com direito a videoclipes e produção digna de Broadway. Em dezembro, Duo ainda protagonizou uma colaboração com a série Round 6 da Netflix, onde se reinventou como um ídolo do K-pop.
O objetivo inicial da campanha era simples: “ser lançada como uma atualização do ícone da app”. Mas o impacto superou todas as expectativas.
Criado em 2011 como um simples logotipo, Duo foi ao longo dos anos ganhando personalidade, amigos, rivais e até um suposto romance. A sua morte repentina não representa necessariamente o fim do personagem, mas antes mais um capítulo numa narrativa que tem vindo a prender e entreter os fãs — e a gerar engagement de milhões.














