“Queremos que o Primavera Sound seja uma grande experiência”, José Barreiro, Primavera Sound

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Maria João Vieira Pinto
13/05/2026
10:00
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Maria João Vieira Pinto
13/05/2026
10:00
“Queremos que o Primavera Sound seja uma grande experiência”, José Barreiro, Primavera Sound

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A ambição declarada é que o Primavera Sound se venha a afirmar como uma verdadeira smart city, ecológica e sustentável. Isso mesmo é o que partilha José Barreiro, um dos promotores do festival que está a poucas semanas de abertura de portas, no Porto. Para isso, quer construir caminhos sólidos com as marcas, melhorar cada vez mais a experiência no recinto e vincar o seu cariz internacional. Acompanhe a conversa com a Marketeer

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M.ª João Vieira Pinto

Nos últimos anos tem havido algumas mudanças de patrocinadores e parceiros do festival… E continuam sem naming sponsor!
O festival arranca em Portugal em 2012, então com a Optimus como naming sponsor (que viria a progredir para NOS). Como tinha naming, a estratégia passava por dar a máxima relevância possível a essa marca. Mas a partir da edição de 2023, a NOS sai e começaram muitos desafios, com todas as marcas a poderem comunicar – porque até então, quando uma marca falasse tinha que referir sempre o naming sponsor, o que se tornava algo inibidor
A partir desse momento, começámos a construir uma estratégia diferente, optámos por não ter naming no festival…

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… é uma decisão de futuro, nunca vai voltar a haver naming sponsor?
Não podemos dizer nunca, mas, para já, a estratégia não passa por aí, até pela questão da internacionalização da marca. O Porto foi o primeiro a ter o festival de Barcelona, mas o Primavera Sound já esteve em São Paulo, Los Angeles, Buenos Aires. E era estranho ser o único sítio que tinha uma marca no naming, que nem era identificada lá fora, por ser uma marca portuguesa.
Tudo isto lançou-nos em novos caminhos a percorrer no trabalho com as marcas. Somos muitas vezes chamados, perjurativamente, de festival de música, porque temos um público muito aficionado. O nosso festival é muito diferente dos restantes pelo perfil do público que tem, pelo que tentamos sempre atrair marcas que contribuam para que o festival seja cada vez melhor.
Temos um objectivo muito claro nos próximos anos que é fazer do Primavera Sound uma Smart City, um exemplo ambiental, de tudo aquilo que a nossa sociedade devia ser a nível global.

O que é que falta para chegar aí?
Ser sustentável ainda é muito caro. Precisamos de muitos parceiros. As marcas entram com propósitos muito concretos. E dou dois exemplos. Este ano, sai a Super Bock e entra a Estrella Damm e temos um caminho a percorrer com eles, de divulgação internacional da cidade e de internacionalização da marca. Uma marca como a Pre Zero, entra com o objectivo claro de certificação ambiental do festival.
Vamos começar a trabalhar com a Iberdrola, para tentar transformar energeticamente o festival e ter uma pegada ecológica inferior.

Esse é um objectivo dos promotores. Para quem vai ao festival, é relevante que o mesmo seja carbono zero, no limite?
Penso que sim. Os cartazes vão variando mais ou menos, de ano para ano. Uma banda que está no Primavera pode estar no Alive. Por isso, a distinção tem que ser cada vez mais pela qualidade do produto que apresentamos, de o festival não ser só bandas mas ser 360. E acho que as pessoas valorizam cada vez mais um produto diferenciador.
Queremos que as marcas, e vez de andarem a distribuir brindes de forma aleatória, contribuam para a sustentabilidade, que mostrem como podem ser diferenciadoras nestas matérias. Procuramos fazer caminhos com as marcas.

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Já referiu a importância da internacionalização. E qual a importância actual do público estrangeiro?
Nos passes gerais, devem ser 40-45% de estrangeiros. Nos diários, a diferença aumenta imenso. Em média devemos ter 70% de portugueses, mas os 30% de estrangeiros são relevantes para o festival, até pelo seu padrão de consumo e pelo impacto na cidade. O nosso foco é o público português, mas não podemos perder esse reconhecimento internacional que o festival já tem.

Qual é o impacto na cidade?
Estudos do ano passado indicavam cerca de 60 milhões de euros de retorno., para além de todo o impacto na valorização da imagem da cidade.
Nós creditamos cerca de 150 jornalistas internacionais, que vão escrever noticias e falar do Porto, para além do festival. Esse é um impacto muito difícil de medir. Mas o que sabemos é que de ano para ano vendemos cada vez mais cedo bilhetes a estrangeiros.

Têm vindo todos os anos a investir ao nível de infraestruturas e melhorias no recinto. Há grandes diferenças na edição deste ano?
Somos pessoas de pormenor e tentamos melhorar sempre a experiência, diminuição de filas, melhoria dos fluxos… todos os anos temos novidades. Também já temos dois restaurantes dentro do recinto, com serviço à mesa. A zona Vip é cada vez mais uma zona corporate e estamos a tentar melhorar mais ainda o padrão de consumo.




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