Quem tem medo do ROI, dos dados e das redes sociais?

ROIAo que parece, os Marketeers. Cerca de 2/3 dos executivos de marketing acredita que, em 2015, a eficácia dos seus departamentos será medida com base no Return on Investment (ROI), mas metade destes reconhece não se sentir preparada para fornecer os números que reflectem esse mesmo retorno do investimento. Como adianta o Marketing News, a conclusão é do estudo “Do desafio ao êxito: a transformação do marketing na era digital”, realizado pela IBM com base em entrevistas a mais de 1.700 directores de marketing de 64 países, que demonstrou ainda que 71% dos marketeers inquiridos tem medo da explosão de dados e 68% assume ter medo das redes sociais.

De acordo com a investigação, o aumento da importância do ROI das acções de marketing fará com que ganhem cada vez mais relevo os tradicionais 4 Ps: promoção, produto, posicionamento e preços. Os responsáveis inquiridos afirmam que têm já muita influência no desenho das actividades promocionais, mas muito menos nos restantes três conceitos. De facto, menos de metade dos entrevistados afirma ter influência na definição de preços, no desenvolvimento de produto ou na selecção de canais.

Quanto a novas plataformas de comunicação, o estudo refere que 82% dos responsáveis prevê recorrer ainda mais às redes sociais nos próximos três a cinco anos. No entanto, no traçar das estratégias de marketing, só 26% faz o acompanhamento dos conteúdos que se publicam em blogues, 42% da opinião de terceiros, e 48% da opinião dos consumidores.

80% dos responsáveis contemplados no estudo afirmou que continua a utilizar principalmente as tradicionais fontes de informação, como os estudos de mercado ou os de comparação com a concorrência (benchmarketing). Além disso, 68% garantiu que as decisões estratégicas são tomadas com base na análise das campanhas de vendas.

Artigos relacionados
Comentários
A carregar...

Multipublicações

Human Resources
Portugal atraiu 610 estrangeiros «altamente qualificados» através deste programa
Automonitor
Regulamento da mobilidade elétrica obriga a celebrar contratos de adesão